O Banestes anunciou nessa terça-feira (12) lucro líquido de R$ 91 milhões no 3º trimestre de 2024. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o resultado foi de R$ 259 milhões. O valor é 7,6% menor no comparativo com o resultado do mesmo período de 2023. A marca, porém, é a segunda melhor dos últimos seis anos, se igualando à de 2022 (janeiro a setembro). O banco destaca ainda o resultado de R$ 426 milhões (+9,5% em doze meses) com as operações de crédito no trimestre. Na comparação trimestral, teve destaque a provisão para operações de crédito, que apresentou redução de 6,9% contra o trimestre anterior.
A diretora do Sindicato dos Bancários/ES Vanessa Espíndula afirma que os números do Banestes confirmam a boa saúde financeira do banco. “Para onde você olhar, irá encontrar resultados robustos”. Ela cita como exemplo o crescimento do Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE). “Esse é um indicador importante porque mede a capacidade que o banco tem de gerar valor ao negócio e aos investidores com base nos recursos que a própria instituição detém”. Vanessa destaca que no final de 2019, o patrimônio líquido do Banestes era de R$ 1,608 bilhão. “Hoje é de R$ 2,323 bilhões. Estamos falando de um salto de mais de 44%”, aponta.
“A robustez dos indicadores não para por aí”. Vanessa faz referência à fatia que o Banestes tem sobre varejo, depósitos totais e poupança (arte abaixo). “Percebam que o Banestes lidera absoluto no varejo e nos depósitos totais, respectivamente com 38% e 42% das operações. Na poupança fica somente atrás da Caixa Econômica, que é líder histórica neste segmento. Entretanto, já destrona a Caixa no crédito imobiliário.

A dirigente diz que esse conjunto de indicadores sólidos permite que a direção do banco cumpra os compromissos assumidos na mesa de negociação durante a campanha salarial deste ano. “Na mesa de negociação, o presidente Amarildo Casagrande garantiu que o plano de cargos e salários começa a sair do papel em janeiro de 2025. O Sindicato, junto com as empregadas e os empregados do Banestes irá cobrar essa promessa. A realidade financeira do banco pressupõe que a direção do Banestes apresente um plano de carreira digno aos empregados”, assinala Vanessa.
Retorno social
Como acontece em todas as apresentações de resultados, o banco anunciou o retorno social do Banestes para o povo capixaba. De acordo com o banco, no ano, retornaram à sociedade capixaba cerca de R$ 860 milhões por meio de impostos e contribuições, remuneração de pessoal, distribuição de lucros e remuneração de capitais de terceiros. O Governo do Estado, acionista majoritário do banco com 92% das ações, recebeu, nesses nove meses do ano R$ 87 milhões de juros sobre capital próprio (JCP).
Esses dados, ressalta Vanessa, confirmam a importância de termos um banco público e estadual no Espírito Santo. “O banco só tem resultados tão expressivos porque o capixaba se identifica com a instituição e sabe que o dinheiro que confia ao banco irá retornar mais à frente em políticas públicas. Por isso, criticamos a direção do Banestes quando percebemos que o banco está se afastando do seu papel social e buscando se igualar aos concorrentes do mercado. A vocação social deve ser mantida para fora da instituição, com o banco fomentando o desenvolvimento do Estado, e, para dentro, com a valorização das banestianas e dos banestianos que são vitais para o fortalecimento do banco público e estadual”, afirma Vanessa.

