No domingo (12), a Caixa Econômica Federal completou 164 anos. De 1861 para cá, a marca da Caixa acompanhou o crescimento e o desenvolvimento do país. Financiamento habitacional, poupança, empréstimos, FGTS, Programa de Integração Social (PIS), Seguro-desemprego, crédito educativo e transferência de benefícios sociais. De alguma maneira, a Caixa está ou já esteve presente na vida de milhões de brasileiros e brasileiras. Para comemorar os 164 anos da Caixa, o Sindicato dos Bancários/ES faz na manhã desta terça-feira (14) um ato para homenagear a instituição e os empregados e empregadas na agência da Reta da penha.
Ao longo dessa história de conquistas, há um registro que não pode ser esquecido. O Decreto-Lei Nº 759, de 1969, constituiu a Caixa como uma empresa pública e estabeleceu diversas obrigações e deveres, com foco em serviços de natureza social, promoção da cidadania e do desenvolvimento do país.
A defesa da Caixa pública é uma bandeira de luta do movimento sindical e dos empregados e das empregadas, que ajudaram a consolidar o banco como instrumento central para o desenvolvimento das políticas e dos programas sociais do país. Não por acaso, a atuação da Caixa a credenciou como maior banco social do mundo, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
2025: mais um ano de muita luta
A data de aniversário da instituição é sempre importante para lembrarmos que a Caixa não é um banco qualquer, mas o banco que faz a diferença, especialmente para os segmentos mais vulneráveis da população. É o banco que promove o crescimento sustentável do país. “Defender a Caixa é um dever de todos nós. Essa luta é permanente”, afirma a coordenadora-geral do Sindicato dos Bancários/ES, Rita Lima. A dirigente lembra que durante o governo Bolsonaro, o banco passou por seu pior momento. A gestão Pedro Guimarães, além da marca indelével de assédio sexual e moral contra as empregadas da Caixa, iniciou o processo de desmonte do banco, com a venda fatiada de valiosos ativos.
O pior parece ter passado, mas a dirigente adverte que é preciso reconstruir o banco. Nos últimos 10 anos, o número de empregados encolheu 18%. Em 2014 eram 101.500 empregados; hoje são cerca de 83 mil. “Perdemos mais de 17 mil empregados e empregadas”. Nesse mesmo período, continua Rita, o número de clientes praticamente dobrou. “A Caixa precisa realizar novos concursos para contratar mais empregados. Do contrário, a sobrecarga de trabalho continuará provocando o adoecimento em massa dos empregados”.
Outro ponto que está na cabeceira da pauta de 2025 é o Saúde Caixa. “Precisamos garantir a excelência do plano, sem abrir mão dos princípios basilares: solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional”, alerta Rita, que completa: “Desejamos mais centenas de anos de vida à Caixa, mas queremos que essa longevidade não perca de vista a dignidade e o respeito aos empregados e às empregadas da Caixa”.

