Matéria atualizada em 07/02/2025 para correção de informação e inclusão de errata
Na manhã desta terça-feira, dia 04, dirigentes do Sindibancários/ES se reuniram com os representantes da Gerência de Recursos Humanos do Banestes (GEREH) para cobrar do banco resolução para o problema generalizado de desfalque nas agências e departamentos após a saída de mais de cem funcionários no último Programa de Desligamento Voluntário (PDV).
Durante a reunião, os representantes do RH reconheceram que determinadas agências e departamentos estão com número muito reduzido de funcionários, mas não apresentaram nenhum plano de reposição. Disseram que ainda vão aguardar o rodízio anual de gerentes, previsto para acontecer até o mês de março, para ter uma dimensão da defasagem e, só então, iniciar um processo de realocação a partir do Processo de Seleção Interna (PSI) e dos funcionários que fazem parte do 4966.
De acordo com o gerente-geral de Recursos Humanos, Alexandre Carlquist, após essa fase, será avaliado o quantitativo que poderá ser chamado dos concursos, cujos aprovados estão aguardando convocação. Porém, pode ser que não seja contratada a mesma quantidade de funcionários que saiu. No caso da GEREH, exemplificou Carlquist, para cada cinco funcionários que foram desligados, o Banestes pretende contratar apenas três, no máximo quatro.
“Durante a conversa com o banco, entendemos que não há um plano de reposição, o que o banco fez foi colocar o setor de gestão de pessoas responsável por minimizar os danos pós-PDV. Ficou sob responsabilidade de cada superintendente de região buscar como realocar funcionários para cobrir os desfalques, mas como o quadro já é calculado no limite, tirar de uma agência para colocar em outra não dá conta de resolver o problema; é como despir um santo para cobrir outro”, explica Marcelo Giacomin Pimentel, dirigente do Sindicato. E conclui: “então, a falta de funcionários, que é real e generalizada, não tem uma solução planejada que parte da própria direção do banco que é quem deveria liberar mais contratação urgente e não o faz”.
Mais sobrecarga, mais adoecimento
A situação fica ainda mais precária considerando que, além dos funcionários que saíram no PDV, há ainda as situações específicas de cada agência, com bancários que estão cedidos ou os que precisam tirar férias e aqueles que se afastam por motivo de doença ou licença maternidade, por exemplo.
De acordo com Vanessa Espíndula, diretora do Sindicato, está nítido que a prioridade do Banestes é não contratar. “Além das pessoas que saíram no PDV, há férias, atestado, licença. Então, o banco deveria ter se planejado pra isso. Se o próprio Banestes lançou o edital propondo cem vagas no PDV, ele tinha que ter se preparado para repor esses cem. Mas o banco está na linha de ver até onde os funcionários aguentam. E nisso tem bancário trabalhando com remédio na gaveta pra dar conta da grande demanda de trabalho. Enquanto o banco enrola fazendo arranjos internos que não resolvem o problema, os funcionários estão adoecendo. Está nítido que a prioridade do Banestes é ir tapando buracos e não contratar”, critica Vanessa.
Para Marcelo Pimentel, o banco não demonstrou comprometimento em contratar nem um mínimo, a fim de resolver as situações nas unidades que estão mais graves. “Diante dessa defasagem de funcionários parece que o banco quer testar a capacidade de produção desse quadro reduzido. Então, vai levando o quanto for possível, jogando mais serviço nas costas daqueles que ficaram pra ver até onde dão conta, forçando pra enxugar o quadro definitivamente. Os funcionários estão expostos a condições de trabalho precárias, muito mais do que já estavam antes, e o banco, que não se planejou, não se mostra disposto a atender a urgência da situação. Nós colocamos como urgência, a gente pressiona o banco no sentido de acelerar esse processo de recomposição do quadro, mas o banco não trata como urgência. As demandas vão só aumentando, os atendimentos on-line via WhatsApp cada vez mais intenso, os funcionários estão sufocados de tanto trabalho e o adoecimento só piorando”.
Reposição urgente
Ao final da reunião, o Sindicato solicitou que o banco se comprometa, num primeiro momento, pelo menos a estancar o problema nas agências que estão com maior déficit de funcionários. Para isso, o Sindicato se comprometeu a enviar ao RH a lista dessas agências e departamentos e o RH irá conversar com a Superintendência para criar um plano de reposição urgente para essas unidades. Lembrando que essa ação visa corrigir as situações mais urgentes, mas que o Sindicato ressaltou a importância de que todo o quadro seja reposto o quanto antes.
A entidade orienta que, caso tenha alguma outra agência com demandas urgentes que não entrou na lista abaixo, que entre em contato conosco.
Lista de agências e departamentos com urgência de reposição de funcionários:
Agência Colatina
Agência Jucutuquara
Agência Maruípe
Agência Tribunal de Justiça
Agência Itaparica
Ag. Coqueiral de Aracruz
Ag. Jardim da Penha
GEREH
GECREF
GEJUR
GEMEC
GECIC
ERRATA
Diferentemente do escrito no texto inicial, a frase “para cada cinco funcionários que foram desligados, o Banestes pretende contratar apenas três, no máximo quatro” do gerente-geral de RH, Alexandre Carlquist, refere-se à sua área de atuação, a GEREH, e foi dita como exemplo, não se aplicando obrigatoriamente a todo o banco. Segundo o gerente-geral, pode acontecer inclusive o contrário, precisar de mais gente em lugares onde saíram menos pessoas.

