Nesta segunda-feira, 17, famílias rurais que não têm terra ocuparam uma área da empresa Suzano Papel e Celulose no quilômetro 255 da estrada que liga Conceição da Barra a Itaúnas, no norte do Estado. Elas reivindicam a área onde há plantação de eucalipto da Suzano.
A ocupação é realizada pelo recém-criado Movimento de Resistência e Luta pela Terra (MRLT). “Nosso movimento está nascendo agora, com muita vontade de lutar e fazer a diferença. Estamos, num primeiro momento, reivindicando essa área da Suzano. Mas também estamos abertos a [reivindicar] toda terra que seja improdutiva, devoluta, onde tenha trabalho escravo. Nosso negócio é produzir comida saudável para colocar na mesa dos capixabas”, afirmou Agnaldo Cardoso, um dos líderes da ocupação.
Rosilene Faqueiro da Cruz, do acampamento Ondina Dias, em Nova Venécia, veio a Conceição da Barra participar da ocupação. “Nós, mulheres do MRLT, estamos aqui para denunciar a grilagem de terras pela Suzano. São terras devolutas, do Estado, onde poderiam estar famílias plantando seu alimento e comendo de forma saudável. A Suzano só está pensando no dinheiro, no eucalipto. Como estamos no mês das mulheres [Dia Internacional das Mulheres – 8 de março] nós resolvemos fazer uma ocupação para denunciar isso, porque não pode continuar. Nós merecemos ter um pedaço de terra para cuidar das nossas famílias”.
A ocupação do MRLT conta com o apoio do Sindicato dos Bancários e da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora. “Estamos aqui prestando nosso apoio ao MRLT, que vem denunciar a grilagem da Suzano, empresa que causa morte, degrada o solo capixaba. Essa empresa que assassina o nosso solo. Então toda a solidariedade ao movimento”, disse o diretor da entidade Iracélio Lomes, que está no local.
Fotos: Sérgio Cardoso









