Empregadas e empregados da Caixa, organizados nacionalmente por meio do movimento sindical, devem intensificar a campanha “Queremos Saúde, Caixa” a partir de abril. A mobilização teve início em janeiro e prosseguiu pelos meses de fevereiro e março. Foram realizadas atividades em agências e departamentos administrativos do banco. As ações de mobilização estavam voltadas para ampliar o apoio ao abaixo-assinado “Saúde Caixa – 300 Mil Vidas Pedem Atenção”, que já reúne mais de 24 mil assinaturas. A iniciativa foi ideia da empregada aposentada Bete Moreira, que milita em defesa do Saúde Caixa. Segundo a Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa), o foco desta nova fase da campanha deve ser a implementação dos comitês regionais de credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa. 

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A dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da CEE-Caixa, Lizandre Borges, destaca a importância da adesão ao abaixo-assinado. “Quem ainda não subscreveu, deve fazê-lo urgentemente para aumentarmos o número de assinaturas. A adesão fortalece a campanha e ajuda a pressionar a Caixa”, afirma Lizandre. A dirigente recorda que as Gipes e Repes já foram instaladas já faz um um tempo. “Agora é preciso dar celeridade à instalação dos comitês regionais”. Ela ressalta que os comitês vão contribuir para solucionar os problemas do Saúde Caixa em cada localidade. 

O  coordenador da CEE, Rafael Castro acrescenta que os comitês vão permitir a indicação de clínicas, hospitais e profissionais de saúde, seja com a resolução de questões operacionais de reembolso, ou pagamento aos prestadores de serviço. 

Como nasceu a campanha
De iniciativa da aposentada Bete Moreira, a campanha “Queremos Saúde, Caixa” começou a efetivamente em fevereiro, quando os empregados foram incentivados a direcionar diretamente à Central Saúde Caixa a reclamações que normalmente são feitas aos sindicatos.

Em fevereiro, a intenção foi a de deixar claro, para os responsáveis pela administração do Saúde Caixa, que as reclamações que as entidades sindicais repassam ao banco vêm das agências e departamentos da Caixa.

A defesa do Saúde Caixa passa pela melhoria da rede credenciada do plano, principalmente em cidades mais afastadas dos grandes centros financeiros do país e em bairros das periferias das grandes cidades. Passa também pela contenção dos aumentos das mensalidades do plano de saúde.

A campanha pressionou o banco a reativar os comitês de credenciamento e descredenciamento do Saúde Caixa, vinculados às Gipes e às Repes (gerências e representações regionais de pessoas). A expectativa é de que a implementação destes comitês seja mais célere e ajude a resolver os problemas do plano.

Lizandre afirma que as ações de mobilização em torno da campanha “Queremos Saúde, Caixa” e do abaixo-assinado devem ser mantidas até que as melhorias do atendimento sejam efetivadas e o teto de custeio revisto.