Nesta terça-feira (20), os dirigentes do Sindicato dos Bancários/ES percorreram as agências da Caixa Econômica Federal na Grande Vitória e no interior do estado dando continuidade às mobilizações da campanha em defesa do Saúde Caixa.
Durante a ação sindical, que começou na agência de Carapina, na Serra, os dirigentes distribuíram panfleto com informações sobre a atual situação do plano de saúde e dialogaram com os colegas sobre a importância de todos os empregados e empregadas fortalecerem as mobilizações nas agências e nas redes pelo fim do teto de custeio estatutário da Caixa.
“A derrubada do teto de 6,5% é imprescindível para que possamos voltar a negociar por um plano com gestão de qualidade e um custeio racionalizado. Além disso, é fundamental que a Caixa libere os dados para o grupo de trabalho (GT) que está fazendo as análises e discussões para que tenhamos transparência e possamos identificar propostas que possam melhorar o nosso plano de saúde”, explicou o diretor do Sindicato dos Bancários/ES Ronan Teixeira, que também é membro do GT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.
A atividade faz parte do Dia Nacional de Luta em Defesa do Saúde Caixa, que será realizado sempre no dia 20 nos próximos meses com mobilizações por todo o país.
Histórico
Em 2017, o banco justificou a inserção do teto tendo como base normas que impunham medidas restritivas aos seus gastos com planos de assistência médica a seus empregados. O teto congelou a participação da Caixa no custeio, o que transfere aos empregados qualquer elevação no custo do plano, ampliando a parte que usuários têm que pagar. Na prática, o teto impede a aplicação da proporção 70/30, comprometendo, assim, a sustentabilidade do plano, uma vez que as constantes altas da tabela de preços médicos passam a recair sobre os trabalhadores.
Desde abril de 2024, a resolução editada pela Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União, a CGPAR 52, permite que o banco arque com até 70% dos custos de planos de saúde. O tema foi amplamente debatido nas negociações da Campanha Nacional dos Bancários de 2024 e nas reuniões posteriores, tanto com o banco quanto com órgãos do governo. Contudo, mesmo assim, a Caixa não se prenuncia sobre a reivindicação da categoria.
No diálogo com os empregados nas agências, Ronan lembrou que o Saúde Caixa não é apenas mais um plano de saúde que está disponível no mercado, é um direito conquistado pelos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa, que lutaram muito para ter um plano de autogestão patrocinado pela empresa e ressaltou que a saída não é individual.
“A gente vê que tem colegas saindo do plano devido ao alto custo, mas não podemos simplesmente sair, porque a resolução desse problema é coletiva, não individual. Precisamos lutar pela manutenção desse direito que foi arduamente conquistado por nós. Além disso, é necessário que os empregados estejam juntos para cobrar de quem tem a responsabilidade de gestão do plano, que é a Caixa. A gente precisa cobrar da Caixa uma gestão eficiente e a manutenção desse custeio”, defendeu Ronan.
Fotos: Sérgio Cardoso

