Na última sexta-feira (11), a Comissão de Negociação das Entidades Representativas dos Funcionários do Banco do Brasil rejeitou em mesa a proposta apresentada pela direção do BB na rodada de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi.
Durante a reunião, os representantes do banco apresentaram uma proposta que altera significativamente a forma de custeio do plano de saúde. O BB indicou a necessidade de manter a proporção de contribuição entre banco e funcionários próxima dos atuais 52% e 48%, propondo um novo patamar de 53% para o banco e 47% para os associados. No entanto, para alcançar esse equilíbrio, sugeriu aumentar a contribuição mensal dos funcionários de 4% para 5,5%.
Além disso, o banco propôs elevar o percentual de contribuição sobre o primeiro dependente para 3%, tanto para funcionários da ativa quanto para aposentados. Atualmente, os da ativa contribuem com 1% e os aposentados com 2%. Outra mudança apresentada foi o fim dos limites por grupo familiar e por dependente.
Na avaliação do diretor do Sindibancários/ES, Igor Chagas, a proposta apresentada pelo banco vai na contramão das demandas e reivindicações que vem sendo apresentadas pelos funcionários, além de desrespeitar a resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR). “Essa reunião ocorreu sem um amplo debate com a base e o BB tentou impor um aumento de contribuição aos participantes e, pior, sequer cogitou aumentar a proporção de sua participação. É bom lembrar que a proporção 70/30 está prevista na CGPAR52, onde o empregador participa com 70% e o empregado com 30%, como já acontece em outras estatais. Inclusive, no nosso último congresso estadual, definimos que precisamos exigir o cumprimento da CGPAR52 na proporção 70/30, sendo que a contribuição atual dos funcionários comporia os seus 30%, cabendo aumento apenas da parte patronal para atingir os 70%”, ressaltou Igor.
Após rejeitar a proposta do BB, a Comissão também pontuou que é necessário encontrar alternativas que não se baseiem exclusivamente em percentuais sobre a remuneração dos trabalhadores, uma vez que os salários não acompanham a escalada da inflação médica.
Os representantes do banco se comprometeram a estudar outras possibilidades e uma nova rodada de negociação foi agendada para o dia 13 de agosto.

