Nesta terça-feira (15), foi realizada mais uma mesa de negociação para debater sobre o Saúde Caixa. A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa apresentou para os representantes do banco as principais reivindicações dos empregados que incluem reajuste zero nas mensalidades do Saúde Caixa; fim do teto de gastos da Caixa com a saúde dos empregados; manutenção dos princípios do plano; melhoria da rede credenciada; e a extensão do direito de manutenção do plano pós-emprego para contratados após 2018.

De acordo com Ronan Teixeira, diretor do Sindibancários/ES e integrante da CEE, logo no início da reunião, a representação dos empregados reivindicou que, ao longo das negociações, os pilares do Saúde Caixa sejam respeitados. “Cobramos que as premissas do Saúde Caixa – a solidariedade, o mutualismo e o pacto intergeracional – sejam respeitadas e mantidas durante toda a negociação, uma vez que essas são as características fundamentais para manutenção do plano diferenciado tal como ele é”, pontuou.

Avanço

Cobrada pela Comissão, a Caixa concordou com um pleito histórico dos empregados que é o compartilhamento das redes de atendimento de planos de saúde de outras empresas estatais e está estudando a viabilidade para que isso aconteça o mais breve possível. “A Caixa afirmou que a proposta de compartilhamento está em estudo avançado. É uma reinvindicação antiga, visto que estamos tendo muitos problemas com a rede credenciada, sobretudo no interior, o que afeta muito a qualidade de atendimento do plano. A efetivação do compartilhamento pode contribuir muito para a melhoria da nossa rede”, avaliou Ronan.

Teto

A necessidade do fim do teto de gastos da Caixa com a saúde de seus empregados, fixado em 6,5% da folha de pagamentos no Estatuto Social do banco, também foi ressaltada durante a reunião, uma vez que esse teto impede que o banco arque com os 70% dos custos do Saúde Caixa, como estabelecido no ACT específico do plano de saúde e permitido pela CGPAR 52.

Ronan: pacto intergeracional é premissa do plano – Foto: Contraf

“Hoje, a participação da Caixa é de apenas 55%, o que deixa o plano muito oneroso para os trabalhadores. Por isso, nossa principal reivindicação é a derrubada desse teto, para permitir alcançar o modelo de custeio 70/30 e o reajuste zero nas mensalidades para garantir um Saúde Caixa sustentável e viável para os empregados”, ressaltou Ronan.

Pós-2018

Outra reivindicação sobre o Saúde Caixa apresentada ao banco foi com relação à extensão do direito ao plano depois da aposentadoria aos admitidos após 2018. Depois de muita pressão, em 2020, esses empregados foram incluídos no Saúde Caixa, mas sem contar com a contribuição do banco no custeio do plano a partir do momento que eles se aposentarem. A CEE reiterou a importância de todos os empregados terem os mesmos direitos no plano de saúde.

Calendário 

A próxima reunião de negociações sobre o Saúde Caixa será na primeira quinzena de agosto, no Rio de Janeiro, com indicativo dos dias 14 ou 15 de agosto. A CEE solicitou rodadas duplas de negociação, sendo um dia para debater o Saúde Caixa e, no dia seguinte, uma mesa para tratar dos demais problemas que também precisam de soluções urgentes.

O primeiro encontro do Grupo de Trabalho (GT) sobre banco e bancário do futuro, que tratará sobre diversos pontos ligados à carreira do pessoal da Caixa, foi agendada para o dia 22 de julho.

 

Com informações da Contraf