“A solução para o Saúde Caixa continuar viável é o reajuste zero, o fim do teto de 6,5%, um aporte para que se corrija o déficit, ou seja, o aumento da participação da Caixa no plano de saúde”. A afirmação é do diretor do Sindibancários/ES e membro da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Ronan Teixeira, após mais uma rodada de negociação com representantes do banco para tratar do Saúde Caixa, realizada nesta quinta-feira, 14.

Diretor do Sindibancários/ES Ronan Teixeira na mesa de negociação (o quarto da esquerda para direita)
Na negociação, os representantes patronais limitaram-se a apresentar dados do plano de saúde, mas não entraram na discussão das soluções nem nas reivindicações dos empregados. “Precisamos, de fato, entrar na negociação. A Caixa encontrou um modelo não propositivo, apresentando números no PowerPoint e discutindo dados atuariais, sendo que a mesa é para se alcançar saídas para os problemas. A discussão sobre números deve ficar para os técnicos atuariais da CEE, do Dieese e da Caixa. Precisamos negociar a viabilidade do plano para que não haja uma evasão gigantesca e o Saúde Caixa se torne inviável”, avaliou Ronan.
O diretor do Sindibancários/ES cobra do banco para a próxima reunião “uma proposta verdadeira, levando em conta o cenário que a gente reivindica, que é o reajuste zero e um aporte para cobrir o déficit”. Ele destacou que o lucro do banco no primeiro trimestre deste ano (R$ 4,9 bilhões) já superou a lucratividade do últimos quatro meses de 2024 (R$ 4,6 bilhões).
Dados
Conforme apresentado pela Caixa, a arrecadação do plano no primeiro semestre de 2025 foi de R$ 1,7 bilhão, enquanto as despesas chegaram a R$ 2,1 bilhões, gerando um déficit que tende a se agravar até dezembro. Segundo a empresa, “90% dos custos do plano concentram-se nos últimos seis meses de vida dos participantes”. O Saúde Caixa conta, atualmente, com cerca de 125 mil titulares. Em janeiro, foi registrado um pico de evasão, com 1.156 pedidos de desligamento.

