Os debates do 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) começaram nesta sexta-feira, 22, com manifestações unânimes das correntes do movimento sindical sobre o “absurdo papel que a direção do BB vem assumindo, impondo racionalidade empresarial, centrada no lucro, e abandonando sua função no desenvolvimento do país”. A informação é do diretor do Sindicabancários/ES Igor Chagas, que integra a delegação do Espírito Santo no evento em São Paulo.

O sindicalista lembra que esse modelo “resulta em metas inatingíveis e adoecimento epidêmico da categoria”. Também foi unanimidade nas falas iniciais dos bancários “a exigência de que o BB assuma sua responsabilidade pela saúde dos bancários, inclusive por meio de financiamento decente para a Cassi”.

A leitura e o referendo do manifesto Tolerância zero para casos de violência e assédio (veja a íntegra abaixo), assinado pela Contraf-CUT, pelo Comando Nacional dos Bancários, federações e sindicatos dos bancários, foram outro ponto de destaque nesta manhã. Os bancários do BB decidiram abrir um canal de denúncias para eventuais assédios ocorridos durante o CNFBB, com três mulheres representantes da Comissão de Empresa do BB ficando responsáveis por acolher qualquer denúncia que venha a surgir.

O CNFBB segue hoje com a análise de conjuntura feita por Jessé de Souza, sociólogo, professor universitário, escritor e pesquisador brasileiro. À tarde, os temas em debate são Previ, saúde e as negociações do custeio da Cassi.

Leia o manifesto

Tolerância zero para casos de violência e assédio

A Contraf, Federações e Sindicatos presentes afirmam que todas as pessoas têm o direito de serem tratadas de forma digna, respeitosa e justa, a viver uma vida livre de violência e assédio sem distinção de idade, gênero, sexo, orientação e identidade sexual, deficiência, religião ou origem étnica. Se queremos nos desfazer do problema da violência e do assédio nos lugares de trabalho, reuniões e na sociedade, primeiro devemos estabelecer um modelo a seguir na nossa organização. O assédio cria sentimentos de temor, desconforto, humilhação e incômodo.

A violência e o assédio designam um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, ou de ameaças de tais comportamentos e práticas, seja manifestada apenas uma vez ou de maneira repetida, que tenham por objeto, que causem ou sejam susceptíveis de causar, um dano físico, psicológico, sexual ou econômico, e inclui a violência e o assédio por razão de gênero.

Lembra-se a todos que todas as atividades, eventos e reuniões da Contraf, Federações e Sindicatos são espaços onde não será tolerada a presença destes atos. A Contraf-CUT está comprometida com fortalecer os procedimentos para combater estas práticas, isto implica que no momento que se apresente um incidente, assumimos a responsabilidade de averiguar a natureza das acusações, utilizando inclusive vídeos gravados pelas câmeras de segurança do evento, garantindo o devido processo de forma meticulosa e confidencial, a fim de propiciar condições de proteção e justiça para as pessoas que se vejam envolvidas nestes casos.