A abertura solene conjunta dos congressos dos bancos federais realizada na noite desta quinta-feira (21), em São Paulo, reforçou a luta pela soberania nacional, a defesa do emprego e dos bancos públicos. Estiveram representados na mesa participantes do 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa; do 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil; do 30º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil; e 17º Congresso dos Funcionários do Banco da Amazônia, além de centrais sindicais.

“É urgente derrubar as taxas de juros e fortalecer os bancos públicos para o desenvolvimento do país. Defender os bancos públicos é defender nossa soberania. E soberania não se vende”, afirmou Rita Lima, diretora do Sindibancários/ES e representante da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora.

Ela destacou o “momento de crise múltipla, que se expressa na política, economia e no meio ambiente, marcada pelo avanço na disputa interimperialista”. Rita Lima lembrou que com a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, “as questões ficaram muito mais complexas, e essa disputa vem de uma forma muito mais ofensiva e brutal, inclusive contra o Brasil, com o tarifaço”. O presidente estadunidense, na sua avaliação, “quer, de fato, retomar sua hegemonia política usando o comércio como instrumento de dominação”.

A dirigente sindical salientou a importante resistência em curso no Brasil, por parte do governo Lula e da classe trabalhadora, convocando todos e todas a saírem às ruas no 7 de Setembro e dizer para o mundo inteiro: “Nós é que mandamos no Brasil e soberania não se negocia. É preciso fortalecer a unidade da classe trabalhadora e ocupar as ruas no dia 07 de setembro, mostrando que somos um povo soberano e não vamos nos curvar aos interesses imperialistas dos EUA e nem mesmo da extrema-direita brasileira, que tenta sabotar nosso país”. Afirmou, ainda, “é preciso que o Palácio do Planalto também lidere a mobilização do povo brasileiro”.

Em outra frente, Rita Lima falou da pauta em comum que une toda a classe trabalhadora: “Estamos com o Plebiscito Popular nas ruas para exigir o fim da escala 6×1 e a taxação dos super-ricos. Avançamos ao sair do mapa da fome e ao reduzir o desemprego, mas precisamos de emprego decente e de muitas outras conquistas”.

O fim do genocídio na Faixa de Gaza foi lembrado pela diretora como uma luta fundamental dos trabalhadores. “Seguimos na luta contra o genocídio na Faixa de Gaza, contra o bloqueio a Cuba e pela integração da nossa Pátria Grande latino-americana”, disse.

Fotos: Contraf/CUT e arquivo pessoal