Em mais uma tentativa de reverter as mil demissões no Itaú, a Comissão de Organização dos Empregados (COE/Itaú) se reuniu com a direção do banco nesta segunda-feira, 15, mas o resultado não foi bom: o Itaú não aceitou rever as demissões.

A COE cobrou informações sobre o monitoramento aos empregados demitidos, uma vez que muitos deles disseram que trabalhavam conforme a rotina estabelecida e que até teriam recebido promoções e prêmios pelos resultados obtidos.

O banco recorreu à Inteligência Artificial (AI) para monitorar (vigiar) e demitir (punir) mais de mil bancários e bancárias no último dia 8. Conforme divulgado pelo Itaú na ocasião, os empregados estavam sendo monitorados há mais de seis meses e foi detectada “baixa aderência ao home office”.

“Não concordamos com as demissões e justificativas apresentadas pelo banco. Vamos continuar mobilizados para reverter os desligamentos”, afirma o diretor do Sindibancários/ES Marcelo Dalarmelina, membro da COE. O movimento sindical seguirá com as atividades de denúncia e protesto contra as demissões e ingressará com ação na Justiça.