
A agência Banco do Brasil Estilo da Praia do Canto, em Vitória, abriu mais tarde nesta quarta-feira (05), às 10h30. O retardamento na abertura integrou o protesto nacional às metas abusivas, à carência de funcionários, à falta de investimentos na Caixa de Assistência (Cassi) e à reestruturação que aumenta a jornada de trabalho de algumas funções para 8 horas diárias.
O cenário é de intensificação da cobrança por resultados, redução de quadros de pessoal e exigências desumanas de desempenho, que têm comprometido a saúde mental e física das trabalhadoras e dos trabalhadores, além de deteriorar o atendimento à população.

Nathália Galini, diretora do Sindibancários/ES
“A gente está fazendo essa paralisação para denunciar mais uma vez o Banco do Brasil e brigar por mais funcionários e contra as metas que adoecem bancários e bancárias”, afirmou a diretora do Sindicato Nathalia Galini.
Segundo o dirigente sindical Igor Chagas, “os dados de setembro mostram que, no Espírito Santo, apenas 10% das agências estão conseguindo bater as metas; e no Brasil, temos cerca de oito mil vagas recorrentes, pois o banco não contrata funcionários, sobrecarregando os que estão nas unidades e provocando mais adoecimento”.
Os diretores ressaltaram, ainda, a punição na avaliação para as unidades que não batem metas, atingindo, inclusive, a renda variável dos funcionários.

Outro problema no BB são as medidas de reestruturação interna que atingem bancários e bancárias que ocupam as funções de assessor I, II e III em unidades estratégicas da instituição. O banco vem forçando a alteração da jornada de trabalho desses funcionários, passando de 6 horas para 8 horas diárias.

Igor Chagas, diretor do Sindibancários/ES
Não bastasse tudo isso, o BB não faz os investimentos necessários no custeio da Cassi. O Sindicato lembra que a maior parte das grandes estatais já tem a proporção 70/30 no custeio, sendo a maior parte para o empregador/patrocinador e os empregados arcando com os 30% restantes. “Exigimos que o BB garanta os cuidados com a saúde de seus funcionários. Já é o segundo dia nacional de luta e nosso entendimento é que devemos continuar mobilizados até que o BB nos escute”, afirmou Igor.

