Apesar da repressão policial, trabalhadores se mantêm firmes na luta durante a Greve Geral

11/07/2013 14:45

O dia 11 de julho ficará marcado na história do movimento sindical capixaba. Na manhã desta quinta-feira trabalhadores das mais diversas categorias, tanto do campo quanto da cidade, foram para as ruas construir a Greve Geral e reivindicar investimentos na educação, saúde, segurança, mobilidade urbana, reforma agrária, entre outros. O Sindicato dos Bancários/ES, juntamente com […]

O dia 11 de julho ficará marcado na história do movimento sindical capixaba. Na manhã desta quinta-feira trabalhadores das mais diversas categorias, tanto do campo quanto da cidade, foram para as ruas construir a Greve Geral e reivindicar investimentos na educação, saúde, segurança, mobilidade urbana, reforma agrária, entre outros. O Sindicato dos Bancários/ES, juntamente com outros sindicatos e centrais sindicais, marcou presença em frente à Rodoviária de Vitória, onde a movimentação dos manifestantes teve início às 5h. Na ocasião foram fechadas todas as vias de acesso à capital dessa região. 

Os manifestantes foram recebidos com uma forte repressão da Polícia Millitar, que queria impedir os trabalhadores de fazer uma barricada para poder obstruir as vias. Para reprimir os manifestantes foram utilizados sprays de pimenta, além de agressões físicas. Apesar de tentar dialogar, o diretor do Sindibancários, Tiago Duda, chegou a ser empurrado por um dos policiais quando estava em cima do veículo com pneus, numa clara tentativa de jogá-lo do caminhão. “Os trabalhadores buscaram explicar para ele quais eram as nossas lutas e, inclusive, que somos tão trabalhadores quanto ele. Por isso, não havia necessidade de agir dessa forma”, relata Tiago. Paralelamente à manifestação em frente à rodoviária também aconteceram atos em Carapina, na Ufes e na Terceira Ponte.

Durante a concentração em frente à rodoviária, os trabalhadores utilizaram um carro de som para defender suas pautas de reivindicações e o direito de se manifestar. “O povo está aqui para dizer basta. Queremos a auditoria da dívida pública. Queremos investimento em educação, moradia, reforma agrária e muitos outros direitos do trabalhador. Estamos na rua e permaneceremos na luta até alcançarmos as mudanças que o povo tanto precisa. É a unidade do povo que faz a mudança. É o povo na rua que muda a história.”, defende a diretora do Sindibancários, Rita Lima.

A integrante da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gildete Rosa da Silva, destaca a importância da união entre trabalhadores do campo e da cidade. “A união entre os trabalhadores desses dois espaços é muito importante. A comida produzida no campo também alimenta quem está na cidade. Por isso, quem está na zona urbana pode aderir à causa da alimentação saudável, por exemplo. Nós, que somos do campo, também temos que participar das pautas urbanas, pois o intuito é promover uma transformação”, explica Gildete.

Os trabalhadores marcharam até o Palácio Anchieta, onde uma comissão de negociação eleita na plenária do Fórum Campo e Cidade entregou uma pauta de reivindicações. “Queremos ser recebidos pelo governador. Renato Casagrande não dialoga com a sociedade, não conversa com a representação dos trabalhadores”, explica o presidente do Sindipúblicos, Gerson de Jesus.

A pauta de reivindicações contém, entre outras bandeiras de luta, criação da Universidade pública estadual com amplo debate na sociedade, melhoria das condições de trabalho no setor público, publicação e implementação imediata do Programa Estadual de Direitos Humanos e Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos, criação do Conselho Estadual de Segurança Pública, fim do pedágio da Terceira Ponte, sem retirada de verbas de políticas sociais para o pagamento de possível multa; garantir uma educação de qualidade em todos os níveis nas comunidades camponesas, fortalecimento da Codesa como órgão gestor dos portos no Estado, garantia do Banestes e da Cesan públicos e estaduais e criação da Secretaria de Estado da Juventude.