Nesta segunda-feira (22), representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) entregou ao Santander a minuta de reivindicações referente à campanha salarial deste ano. A representação dos empregados apontou alguns pontos como destaques da minuta: valorização das remunerações, combate às demissões e ao fechamento de agências, fim das terceirizações e atenção à saúde e às condições de trabalho.
Secretário-geral do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da COE, Claudio Merçon (Cacau) destacou os debates que aconteceram na sexta-feira (19), durante o Encontro Nacional dos Funcionários do Santander. “Foi um momento importante de construção coletiva que garantiu que as contribuições propostas nos estados fossem contempladas na minuta”. Cacau afirmou também que o Encontro proporcionou um rico debate sobre a conjuntura nacional, que é sempre um subsídio importante para fortalecer a luta.
O dirigente acrescentou que o Encontro foi fundamental também para os trabalhadores fazerem uma reflexão crítica sobre o modelo de negócios do Santander. “Discutimos bastante sobre o papel que o Santander vem exercendo de ‘laboratório das maldades’ contra os trabalhadores. Os bancos testam as maldades primeiramente no Santander e depois as replicam”.
Cacau disse ainda que a partir de agora os funcionários e funcionárias devem se engajar de vez na campanha e se mobilizar para a luta. “Como todos sabem, uma mesa de negociação forte depende muito da mobilização da categoria. É esta união que nos fortalece na mesa de negociação”, enfatizou.
O Santander é o único banco privado que tem um ACT específico aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Mas essa conquista não foi de mão-beijada. O ACT foi uma conquista dos funcionários do extinto banco público paulista Banespa. Quando o Banespa foi incorporado pelo Santander, em 2000, o movimento sindical conseguiu manter o acordo específico por meio de uma ampla mobilização dos funcionários e funcionárias.







