Bancários do Itaú seguem mobilizados contra o fechamento de agências, as demissões, o assédio moral e digital. Nesta quarta-feira (14), atos de protesto foram realizados em todo o país no Dia Nacional de Luta em defesa do emprego, por respeito e pela saúde dos empregados do Itaú. No Espírito Santo, dirigentes do Sindibancários/ES realizaram a ação sindical na agência do Centro de Vila Velha.

Somente neste ano, o Itaú fechou sete agências no Espírito Santo: na Avenida Vitória, na Glória, em Jardim América, em Muquiçaba (Guarapari), na Praia da Costa, no Parque Moscoso e em Goiabeiras. Mas a reestruturação perversa foi iniciada pelo banco há pelo menos 11 anos. De junho de 2014 a junho de 2024, foram fechadas 2.031 agências do Itaú.

A extinção de unidades bancárias é acompanhada pela cruel política de demissões. Foram mais de 18 mil demissões entre março de 2011, quando o banco tinha mais de 104 mil empregados, e junho de 2024. A busca incessante e predatória por lucros cada vez mais altos não parou por aí. Em setembro deste ano, o Itaú se valeu da Inteligência Artificial para monitorar seus empregados. A partir da vigilância feita por máquinas, o banco demitiu de uma vez mais de 1.000 bancários e bancárias.

“Não podemos aceitar que o Itaú siga com esse modelo de gestão cruel, baseado no lucro acima da vida dos trabalhadores. No primeiro semestre, o banco lucrou mais de R$ 20 bilhões, e mesmo assim seguiu com o fechamento de agências e demissões de bancários. O resultado são mais trabalhadores desempregados, uma piora nas condições de atendimento à população e o adoecimento dos bancários que ficam no banco, sendo obrigados a trabalhar sob pressão, sobrecarga de tarefas e assédio moral constante. Nossa luta contra todas essas perversidades é hoje todos os dias”, enfatiza Marcelo Dalarmelina, dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú.

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Fotos: Sérgio Cardoso