O Banestes registrou lucro líquido de R$ 413 milhões em 2025. O resultado, 5,3% superior ao de 2024, é um recorde histórico do banco. O texto de divulgação do resultado aponta os principais pontos que levaram o banco a atingir a marca recorde e enaltece a gestão do diretor-presidente, Amarildo Casagrande, que faz uma espécie de balanço dos sete anos em que está à frente da instituição. “Os resultados recordes consecutivos do banco não escondem a política da atual gestão que não reconhece e valoriza o trabalho dos mais de dois mil empregados e empregadas do Banestes, que são os verdadeiros responsáveis pelo desempenho positivo do banco”, afirma Marcelo Giacomin.

 

O dirigente cita o plano de cargos e salários (PCS) como exemplo de uma política que está em contradição com os resultados do banco. “Se houvesse reconhecimento do empenho dos banestianos na construção desses resultados, a direção do Banestes apresentaria um PCS digno, que valorizasse a carreira e motivasse o empregado. O Sindicato vem acompanhando de perto essa discussão, inclusive apresentando sugestões para a melhoria do plano, mas sem interlocução por parte do banco. Aliás, a falta de transparência pode entrar no balanço da gestão de Amarildo. Durante esses sete anos tivemos muita dificuldade de estabelecer um canal de diálogo com esta gestão. Transparência, definitivamente, não é o forte de Amarildo. Essa postura é muito negativa para quem está à frente de um banco público”, critica Marcelo.

Avalanche de ações

Com os canais de diálogo truncados ou fechados, a maioria das demandas dos banestianos intermediadas pelo Sindicato tem ficado sem solução. Com as portas fechadas, a alternativa do Sindicato é acionar a Justiça sempre que os direitos dos empregados estão ameaçados e simplesmente não são cumpridos. “Não por coincidência, só neste ano, o Sindicato venceu três ações na Justiça. As três se referem à violação de direitos”.

Marcelo destaca a ação coletiva que obriga o Banestes a retomar o processo de seleção interna, paralisado havia quase dois anos, e os descontos ilegais de funcionários afastados por motivo de doença pelo INSS. “Essa foi uma violação direta à Cláusula 29ª da Convenção Coletiva de Trabalho. Uma cláusula que a categoria conquistou com muita luta para proteger o trabalhador adoecido”. O dirigente também destaca as demissões sem justa causa, que também parece ser uma política da atual gestão.

“No texto de divulgação dos resultados, Amarildo diz que ‘o Banestes é composto por uma equipe de alta capacidade técnica’, mas essa capacidade não está sendo reconhecida pela política de RH do banco. Muitos banestianos e banestianas hoje se sentem desvalorizados e desmotivados. Lutamos há anos para ter um plano de cargos e salários. Finalmente quando se vislumbra a possibilidade desse plano sair do papel, nos frustramos com um plano rebaixado que nem pode ser chamado de plano de carreira”, Lamenta Marcelo.