Integrantes da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) participaram, na quarta-feira (27), da cerimônia em comemoração aos cinco anos do programa Acolhe, criado pela Caixa para prestar atendimento e acolhimento às empregadas em situação de violência doméstica e familiar, por meio de uma equipe multidisciplinar. O evento reuniu representantes das entidades sindicais, empregados, gestores do banco e especialistas que contribuíram para a implementação da iniciativa.

Durante a abertura, a superintendente Nacional de Estratégia de Pessoas e Relacionamento com o Empregado da Caixa, Ana Cláudia Costa Souza, destacou que o programa representa um compromisso institucional com a proteção das mulheres. Segundo ela, o Acolhe foi construído “a muitas mãos”, com participação de empregados e das entidades representativas dos trabalhadores.

Representando as mulheres da CEE/Caixa no evento, a integrante da comissão, Tatiana Oliveira, que também é presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará e integrante da Comissão Nacional de Diversidade da Caixa, destacou que o programa nasceu de uma conquista da negociação coletiva.

Segundo Tatiana, desde então, o movimento sindical acompanha o cumprimento da iniciativa. Ela reforçou, no entanto, que ainda é preciso avançar para garantir uma política mais ampla de proteção às vítimas. Entre as principais reivindicações da representação dos empregados está a garantia de preservação da função e da remuneração das trabalhadoras que precisam ser transferidas de local de trabalho por razões de segurança. “A cláusula já garante transferência sem necessidade de ordem judicial ou medida protetiva. Basta a empregada informar que está em situação de violência e que permanecer naquele local representa risco à sua integridade física”, afirmou.

A dirigente informou que o tema foi levado à mesa de negociação com a Caixa em março deste ano, mas ainda sem devolutiva concreta por parte do banco.

Rita Lima, diretora do Sindibancários/ES, acredita que é fundamental que o programa acolha não só às vítimas de violência doméstica, mas também às vítimas de violência no trabalho, como assédio moral e sexual, criando uma estrutura para amparar a bancária e garantir um ambiente de trabalho seguro. “Esse programa precisa ser fortalecido para que a pessoa tenha confiança e possa ser acolhida”, ressaltou.

O enfrentamento à violência contra as mulheres exige atuação conjunta de empresas, entidades sindicais, poder público e sociedade.

A representante da CEE/Caixa lembrou que o movimento sindical bancário também estruturou canais próprios de acolhimento, como o “Basta! Não irão nos calar”, organizado pela Contraf em diversos estados, além de iniciativas de apoio promovidas pela Fenae, como a campanha “Fenae com Elas”.

O Sindibancários/ES lançou a Campanha Feminicídio Zero: nenhuma a menos & nenhuma em silêncio. Diretores e diretoras estão rodando agências para dialogar com bancários e clientes sobre machismo, violência contra a mulher e feminicídio.

Clique aqui para acessar o site da campanha e acompanhar as ações.

 

Fonte: Fenae com alterações Sindibancários/ES