
Nesta terça-feira (21), diretores e diretoras do Sindibancários/ES percorreram as agências do Banco do Brasil, Banestes, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander em Vila Velha conversando com bancários e bancárias, distribuindo panfletos e dando informes da Campanha Nacional 2026.
O Dia de Luta pela Saúde no Espírito Santo faz parte das ações de mobilização nacional. Nos últimos dois dias, sindicatos de todo país dialogaram com a categoria bancária sobre saúde e condições de trabalho, tema da quarta rodada de negociações entre o Comando Nacional e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que acontece hoje (21), em São Paulo.
“Hoje teremos a rodada de saúde e condições de trabalho com a Fenaban e debatemos com clientes e bancários sobre a importância do debate sobre saúde na categoria bancária, uma das mais afetadas pelo adoecimento mental. Também divulgamos a Campanha Nacional, sendo importante que bancários e bancários se envolvam nesse debate divulgando as informações e participando das ações que o Sindicato promova”, destacou Idelmar Casagrande, diretor do Sindibancários/ES.
Adoecimento mental
Levantamento realizado a partir de registros do INSS, de 2012 a 2024, mostra que 25% de todos os afastamentos por transtornos mentais registrados são de trabalhadores bancários.
De acordo com a Consulta Nacional dos Bancários 2026, realizada com quase 55 mil bancários de todo o país, 72,6% da categoria acreditam que o ambiente de trabalho afeta negativamente a saúde mental dos trabalhadores.
Além disso, 40% dos respondentes afirmaram que fizeram uso de medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos e estimulantes, nos últimos 12 meses.
Outro ponto importante revelado pela pesquisa é o impacto das metas abusivas estabelecidas pelos bancos: 67% dos bancários têm preocupação constante com o trabalho; 59% cansaço e fadiga constante; 47% desmotivação e vontade de não ir trabalhar; 42% crises de ansiedade ou pânico; 39% dificuldade em dormir, mesmo aos finais de semana; 24% medo de “estourar” ou perder a cabeça; 21% crises constantes de dor de cabeça, dores de estômago ou gastrite nervosa e dor ou formigamento nos ombros, braços ou mãos.
“Dialogamos com a população e os próprios bancários sobre os problemas que a categoria enfrenta, como a falta de trabalhadores, falta de condições de trabalho e adoecimento mental”, pontuou Idelmar.
Fotos: Sérgio Cardoso/Sindibancários/ES

















