Nesta terça-feira (28), dirigentes do Sindibancários/ES percorreram agências do Banco do Brasil, Banestes, Bradesco, Caixa, Itaú, Mercantil e Santander em Laranjeiras e em Carapina, na Serra.
A ação faz parte do Dia de Luta da Campanha Nacional, em que sindicatos de todo país dialogaram com a categoria bancária sobre o andamento das negociações e as cláusulas econômicas, tema da quinta rodada de negociações entre o Comando Nacional e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) que acontece na quinta-feira (30), em São Paulo.
“Na quinta-feira vamos discutir as cláusulas econômicas e estamos pedindo inflação mais 5% de reajuste. Já passamos por quatro mesas de negociação, a última tratou de condições de trabalho e saúde, um tema bem delicado, pois vemos na nossa categoria que a maioria dos afastamentos são em decorrência de burnout e questões de saúde mental. Na década de 90 a gente vivia um cenário de LER e DORT e hoje, infelizmente, a gente passa por um grande índice de afastamentos pelo adoecimento mental”, destacou Claudia Garcia, diretora do Sindibancários/ES.
Diretores também ressaltaram que durante a rodada da semana passada, os representantes dos bancários afirmaram que o modelo de negócio dos bancos, baseado em metas cada vez mais agressivas, é a causa principal do adoecimento da categoria.
A Fenaban não aceitou a relação de causa e efeito, entre metas abusivas e adoecimento, e ameaçou pôr fim à mesa única, separando bancos públicos e privados.
“O adoecimento da categoria é epidêmico, pois os bancários são menos de 1% das vagas formais de emprego nos país, mas correspondem a 25% dos afastamentos por transtornos mentais, segundo o INSS. Então se existe essa diferença e essa falta de proporcionalidade é obvio que tem alguma coisa errada. Infelizmente, na mesa de negociação com a Fenaban na semana passada, os representantes dos bancos rejeitaram esse nexo causal de que o modelo de trabalho do bancário e da bancária adoece”, afirmou Igor Chagas, diretor do Sindibancários/ES.
Principais reivindicações econômicas
- Reposição da inflação mais 5% de reajuste;
- Aumento nos pisos salariais;
- Salários iguais para funções idênticas, sem qualquer distinção de gênero, raça ou orientação sexual;
- Reajuste e unificação dos valores do VA/VR, incluindo o pagamento de uma 13ª cesta de cada benefício;
- Reajuste do auxílio por filho até 12 anos. Para filhos com deficiência, o valor dobra, sem limite de idade;
- PLR de 3 salários-bases mais verbas fixas, acrescido de um adicional;
- Reajuste do pagamento de ajuda de custo a bancários em teletrabalho.
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Fotos: Sérgio Cardoso


“Na quinta-feira vamos discutir as cláusulas econômicas e estamos pedindo inflação mais 5% de reajuste. Já passamos por quatro mesas de negociação, a última tratou de condições de trabalho e saúde, um tema bem delicado, pois vemos na nossa categoria que a maioria dos afastamentos são em decorrência de burnout e questões de saúde mental. Na década de 90 a gente vivia um cenário de LER e DORT e hoje, infelizmente, a gente passa por um grande índice de afastamentos pelo adoecimento mental”, destacou Claudia Garcia, diretora do Sindibancários/ES.
“O adoecimento da categoria é epidêmico, pois os bancários são menos de 1% das vagas formais de emprego nos país, mas correspondem a 25% dos afastamentos por transtornos mentais, segundo o INSS. Então se existe essa diferença e essa falta de proporcionalidade é obvio que tem alguma coisa errada. Infelizmente, na mesa de negociação com a Fenaban na semana passada, os representantes dos bancos rejeitaram esse nexo causal de que o modelo de trabalho do bancário e da bancária adoece”, afirmou Igor Chagas, diretor do Sindibancários/ES.






















