Acabou às 20h deste domingo (13) a assembleia de votação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2026-2028 do Banco do Brasil. Votaram pela aprovação da proposta e encerramento da greve 76% dos empregados e empregadas do banco; 22% votaram contra a proposta e manutenção da greve; 2% se abstiveram. Com a decisão, os bancários e bancárias do BB retornam ao trabalho normalmente em todo o Estado nesta segunda-feira (14).
Na manhã deste domingo, o Sindicato dos Bancários/ES fez uma plenária para atualizar a categoria sobre a mudança de conjuntura. Na última sexta-feira (11), a maioria das bases estaduais decidiu pela aprovação do ACT. Outros estados como Maranhão, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, que estavam em greve, também decidiram aprovar o ACT e encerrar a paralisação. Das bases de expressão que ainda não haviam se manifestado sobre o ACT, restavam apenas Espírito Santo e Bahia, que também decidiu pela aprovação do ACT em assembleia neste domingo.
Após o resultado da assembleia, o dirigente Igor Chagas fez um balanço do movimento. Igor afirmou que durante toda a campanha nacional já havia uma insatisfação flagrante da categoria com os bancos. Ele aponta que a ampla paralisação nacional do dia 20 de agosto manifestou essa insatisfação. “Rejeitamos a proposta rebaixada da Fenaban, que queria dividir a categoria e impor um reajuste abaixo da inflação. Essa indignação foi crescendo e culminou com a paralisação de 24 horas. Ao mesmo tempo, as negociações específicas também vinham se afunilando sem avanços para os bancários do BB. A base seguiu a orientação do Sindicato e rejeitou a proposta de acordo do BB, mostrando força e coesão para decretar a greve que começou na última quinta-feira. Esses dois dias de greve proporcionaram uma experiência muito intensa e importante para a categoria. Foi uma experiência que muitos bancários estavam tendo pela primeira vez, considerando que a última greve foi há 10 anos”, recordou.
Igor avaliou que o Sindicato acertou em orientar incialmente pela rejeição da proposta e a adesão à greve. “Precisamos manter a mobilização construída na paralisação do dia 20 e na greve porque a luta continua. Temos que nos organizar para um difícil debate sobre o custeio da Cassi. Vamos precisar contar com todos e todas para fazer uma discussão à altura da importância da Cassi para nós e nossos familiares.
O dirigente do Sindibancários falou ainda sobre a importância da representação dos trabalhadores ter conseguido transcrever a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A NR-1 estabelece as diretrizes gerais e os requisitos para o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) nas empresas brasileiras. “Asseguramos que haverá assento para a representação sindical na construção do mapa de risco psicossocial da NR1”, enfatizou Igor.









