
Os bancários da região noroeste também comemoraram o Dia do Bancário e da Bancária. A Festa aconteceu na tarde deste sábado, 10, na APECEF – Colatina. Na programação, churrasco, comida de boteco e muita música para se divertir e confraternizar.
A categoria, em greve desde o dia 06 de setembro, aproveitou o evento para reafirmar as bandeiras de luta da Campanha Nacional. Os bancários estão mobilizados por valorização, melhores condições de trabalho, mais contratações, fim das metas, igualdade de oportunidades e contra as ameaças aos direitos dos trabalhadores promovidas pelo governo Temer.

A diretora do Sindicato/ES Goretti Barone ressalta a importância da solidariedade e da união dos bancários em torno da defesa dos direitos trabalhistas e sociais, num contexto difícil para os trabalhadores. “A nossa greve não se limita a nossas pautas específicas. Temos que fazer um movimento de resistência para garantir direitos já conquistados que hoje estão sob ataque, como a jornada de trabalho e o direto à aposentadoria. Uma luta que é todos os trabalhadores. O desmonte da democracia traz prejuízos à sociedade que extrapolam as questões trabalhistas. Podemos voltar a viver uma grave restrição às liberdades políticas e individuais, com desrespeito aos direitos humanos e acirramento da intolerância e do preconceito, seja ele racial, de gênero, de orientação sexual ou de classe”, explica.
O Bancário João Batista de Oliveira Silva, do BNB, marcou presença na comemoração e falou sobre a realidade da categoria. “Quando criança eu achava que ser bancário era a profissão mais fácil do mundo, mas quando a gente entra no banco, percebe o quanto o sistema é cruel. A gente trabalha com algo que é muito ambicionado e ficamos sujeitos à ganância do patronato”, afirma. Sobre a festa, João é certeiro “Está uma alegria! Seria ótimo se mais colegas prestigiassem”, afirmou.
O bancário Nilson Barbieri, que trabalha na Caixa Econômica de São Silvano, falou sobre a importância do envolvimento dos colegas na Campanha Nacional e na greve. “Fazer greve não é só ficar em casa. As pessoas que garantem nossas conquistas são aquelas que fortalecem a greve, que vão para as ruas, que seguram os piquetes na porta dos bancos. É um momento que precisamos de todos. Nossos direitos não foram presenteados, foram conquistados um a um, na briga, na luta, em todas as greves que fizemos”, alerta Nilson.
E foi uma greve histórica da categoria, em 1951, que originou o Dia do Bancário e da Bancária, comemorado oficialmente em 28 de agosto. Os bancários de Colatina e de toda a região Noroeste seguem celebrando e revivendo essa bela história de luta por direitos. #Sóalutanosgarante #CampanhaNacional2016 #Agoraégreve








