Depois de um dia de paralisação nacional, os bancários do BB se reúnem em plenária nesta quinta-feira, 1º, para discutir o projeto de reestruturação do banco. A atividade, que havia sido marcada para o Centro Sindical, foi reagendada para o auditório do Sindicato dos Bancários, no Centro de Vitória, às 18h30.
Na plenária, o Sindicato dos Bancários deve apresentar uma avaliação política e jurídica sobre os descomissionamentos, fechamentos de agências e sobre Plano de demissão Voluntária em curso.
A reestruturação pretende cortar 9 mil postos de trabalho, demitir 18 mil funcionários e encerrar mais de 700 agências no país. No Espírito Santo, o desmonte atingirá diretamente 4 unidades, a Moscoso e a Rio Branco, que serão fechadas, e as agências Expedito Garcia e Jardim Limoeiro, que serão transformadas em postos de atendimento.
Os estragos promovidos, porém, são mais profundos e abarcam toda a rede de atendimento. “Os empregados das agências extintas tiveram toda a sua rotina alterada, tendo que ser remanejados muitas vezes sem opção de escolha. Muitos funcionários correm o risco de ser descomissionados, já que funções estão sendo extintas, gerando um clima de insegurança e apreensão”, explica Thiago Duda, diretor do Sindibancários/ES.
A redução da dotação é um dos pontos críticos da reestruturação, já que aumenta a relação de clientes por funcionário, intensificando a sobrecarga de trabalho e prejudicando o atendimento.
“É um projeto que pretende enfraquecer o BB. Precisamos discutir junto nossa resistência, porque todos serão, direta ou indiretamente, impactados”, diz Duda, convidando os empregados para a atividade.









