A festa de fim de ano oferecida pela diretoria do Santander Brasil, no último dia 2, contou com uma produção de níveis megalomaníacos e atrações como as cantoras Ivete Sangalo e Fafá de Belém. O evento recebeu cerca de 40 mil funcionários e foi realizado no estádio de futebol Allianz Parque, em São Paulo.
O presidente do banco, Sergio Rial, abriu a festa protagonizando uma performance aérea e, em meio a pirotecnias, comemorou os resultados alcançados pela instituição no ano de 2017. Rial afirmou que a meta para o próximo ano é obter 12 bilhões de lucro, um número que representa um percentual de 20% a mais do que o fechamento de 2017.
Os resultados positivos do banco, no entanto, não são refletidos nas condições de trabalho dos bancários e das bancárias, que se deparam diariamente com assédios e intensa pressão pelo batimento de metas abusivas.
“Foi um grande show pirotécnico em torno das altas taxas de lucro conquistadas pelo banco. O discurso do presidente Sergio Rial, diante dos mais de 40 mil funcionários, foi uma espécie de preparação para as metas que a instituição deseja alcançar. Isso tudo, nós sabemos, a custa de assédios e exploração dos trabalhadores”, relatou o diretor do Sindibancários/ES Claudio Merçon, que esteve presente na festa.
Informações do movimento sindical indicam que o banco planeja uma lista de demissões até o dia 20 deste mês. Outra política danosa aos trabalhadores implantada recentemente pelo Santander é o termo individual do banco de horas, que estabelece um sistema de compensação de horas extras trabalhadas.






