Mais uma etapa do Programa de Desligamento de Empregados (PDE) foi anunciada pela Caixa na última quinta-feira, dia 22. A justificativa do banco é de reduzir custos e melhorar o capital financeiro. Para isso, o banco pretende desligar 2.964 trabalhadores, sem reposição. Entre junho de 2014 e dezembro de 2017 foram desligados do banco, sem reposição, 12.110 bancários.
De acordo com o comunicado interno feito pelo banco, os funcionários poderão aderir ao PDE a partir do dia 23 de fevereiro até 5 de março. Os aptos devem estar aposentados pelo INSS até a data do desligamento, com exceção de aposentados por invalidez; ou serem trabalhadores que estejam aptos a se aposentarem pelo INSS até 31 de dezembro deste ano; ou com no mínimo 15 anos de trabalho na Caixa; ou com adicional de incorporação de função de confiança ou cargo em função gratificada até a data de desligamento.
“A consequência dessa diminuição do contingente de trabalhadores, somando ao aumento da cobrança de metas individuais, gera o adoecimento físico e, principalmente, psicológico, o que muitas vezes leva o trabalhador a atitudes extremas, como, por exemplo, o suicídio”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.
Segundo ela, nesta nova fase do PDE, “a Caixa mais uma vez demonstra a despreocupação com o atendimento e as condições de trabalho.
Hoje, a Caixa conta com cerca de 87 mil bancários, o que já representa um alto déficit para o único banco presente em quase todos os 5.570 municípios brasileiros. Ao todo são 3.400 agências, após o fechamento de 100 unidades em 2017.
Com informações da Contraf






