Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) apontam que os bancos fecharam 2.347 postos de emprego bancário em todo o país nos quatro primeiros meses de 2018. Foram, ao todo, 8.933 admissões e 11.280 desligamentos no mês. De acordo com dados dos balanços das instituições financeiras, os cinco maiores bancos que atuam no país (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) eliminaram 16,9 mil postos de trabalho somente em 2017. Levando em conta todo o setor bancário, segundo o Caged, o número de vagas extintas no ano passado chegou a 17,5 mil.
A queda no número de postos de trabalho contrasta com o lucro das instituições financeiras. O Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander – os quatro maiores bancos múltiplos com carteira comercial que atuam no país –, lucraram R$ 17,4 bilhões apenas nos três primeiros meses de 2018.
No período, o Banco do Brasil atingiu lucro líquido ajustado de R$ 3 bilhões, crescimento de 20,3% em relação ao primeiro trimestre de 2017. O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 5,1 bilhões, alta de 9,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O Itaú obteve lucro líquido recorrente de R$ 6,4 bilhões, crescimento de 3,9% em relação a igual período do ano passado. O Santander alcançou lucro de R$ 2,9 bilhões, alta de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
“Os bancos têm aumento de lucro independente de estarmos passando por momento de crise. Não existe crise para banqueiros, eles sempre têm a garantia de que terão lucro. Mais do que isso, de que o lucro irá aumentar, sempre às custas da exploração dos trabalhadores e trabalhadoras, com a imposição de metas abusivas, alta demanda de trabalho para um número reduzido de funcionários e funcionárias e outras práticas cotidianas”, diz o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES Jonas Freire.
Discriminação de gênero
A discriminação de gênero é outra realidade nos bancos. Em abril, as bancárias mulheres foram contratadas com média salarial de R$ 3.245, o que equivale a 72% do salário médio dos bancários homens, que no mesmo mês foram admitidos com média salarial de R$ 4.488. As bancárias demitidas recebiam, em média, R$ 5.549, equivalente a 73% do salário médio dos homens desligados que ganhavam R$ 7.579.








