Nesta terça-feira, dia 05 de junho, no Rio de Janeiro, as entidades que integram a mesa de negociação da Cassi (AAFBB, ANABB, CONTEC, CONTRAF e FAABB) se reuniram com o Banco do Brasil para entregar uma proposta alternativa para a Caixa de Assistência e cobrar a retomada das negociações sobre o tema, rompidas pelo BB na última semana, quando o banco apresentou diretamente à diretoria da Cassi uma nova proposta sem passar pela mesa específica.
Na reunião, as entidades representativas dos trabalhadores reafirmaram ser contra a proposta do banco, que mesmo na nova versão continua quebrando a solidariedade, penalizando os menores salários, aumentando mais a contribuição dos associados, reduzindo a participação proporcional do BB e mudando o modelo de governança, quebrando a paridade de gestão e incluindo agentes de mercado externos ao corpo de associados.
A diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone, que também compõem o Conselho Deliberativo da ANABB, destaca a necessidade de retomar as negociações com o banco. “O BB não pode querer resolver de forma arbitrária, rasgar o estatuto da Cassi, ferir os planos de autogestão e implementar as normas da CGPAR goela abaixo. O que está por trás da postura autoritária do banco é o interesse de acabar com o nosso plano de autogestão, coisa que não podemos permitir. Temos que resgatar o processo negocial para resolver o déficit da Cassi sem penalizar os bancários”, diz.
Os representantes do Banco do Brasil informaram que levarão a proposta de retomar a mesa de negociação para que seja a avaliada junto ao comitê patrocinador, estrutura da direção do BB.
A proposta apresentada pelas entidades dos empregados deve ser discuta durante o Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), que acontece hoje e amanhã (07 e 08 de junho), em São Paulo, e na Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada de 08 a 10 de junho.
Conheça a proposta das entidades representativas dos empregados:
A proposta entregue pelas entidades engloba três blocos que requerem tempos distintos para soluções:
- Risco iminente de intervenção da ANS em função dos baixos Índices de Liquidez e de Solvência.
- Modelo de custeio e estrutura de governança.
- Mudanças estruturais no modelo de atenção à saúde, na estrutura de atenção primária, nos modelos negociais com prestadores, nos métodos de controle e aprimoramento de indicadores de Saúde.
Ações de curtíssimo prazo (de 45 a 60 dias para serem executadas):
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- Obter junto ao patrocinador Banco do Brasil adiantamento estimado em R$ 1,2 bilhão, para ser quitado em 10 anos
- O adiantamento será devolvido na forma de dedução mensal, pelo Banco do Brasil, quando do repasse das contribuições ordinárias no período de devolução pactuado
- Obter junto ao Banco do Brasil a integralização dos valores relativos ao compromisso dele perante o Grupo de Dependentes Indiretos (GDI) no valor de aproximadamente R$ 700 milhões. O ingresso, na CASSI, de recursos relativos ao Grupo de Dependentes Indiretos (GDI) irá sensibilizar seu Patrimônio Social, melhorando, por consequência, seu índice de solvência.
Ações de curto prazo (8 a 12 meses):
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- Entidades apresentarão propostas sobre Modelo de Custeio e Estrutura de Governança e outros que necessitam de formalização estatutária e debate com os associados.
Ações de médio prazo (3 anos):
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- Reavaliação do modelo de Atenção Integral à Saúde e dos programas assistenciais.
- Ampliação do número de adesões ao Plano CASSI Família no mercado de saúde.
- Aprimoramento do modelo negocial com prestadores.
- Revisão do modelo de negócios (avaliação da possibilidade de verticalização, retomando as discussões de avaliação da possibilidade de parcerias com a Previ, avaliação da possibilidade de fusão com outras autogestões, entre outras).
Com informações da Contraf e Anabb









