Com o lema “Todos por tudo”, foi lançada no Espírito Santo na manhã desta quarta-feira, 20, a Campanha Nacional dos Bancários 2018. Neste ano, a luta será histórica. Com a reforma trabalhista, que pôs fim a proteção legal dos trabalhadores, bancários vão lutar em defesa do emprego e dos direitos já conquistados pela categoria. Para dar largada à campanha, diretores e diretoras do Sindibancários/ES circularam pelas agências do Centro de Vitória dialogando e mobilizando empregados de bancos públicos e privados. O lançamento também foi marcado pela entrega da minuta específica dos bancários do Banestes à direção do banco.
Aumento real, PLR maior, defesa da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para todos, manutenção dos direitos, dos empregos e que qualquer tipo de alteração na forma de contratação seja feita via negociação coletiva estão entre as principais reivindicações da categoria. A primeira rodada de negociação será no próximo dia 28 de junho, quando os bancários esperam já conquistar a negociação do pré-acordo, que garante a ultratividade da norma.
“É extremamente necessário que todos os bancários e bancárias se envolvam nesta campanha. A reforma trabalhista é uma ameaça aos direitos que temos garantidos na Convenção e nos acordos coletivos. Não podemos abrir mão de tudo o que já conquistamos. Sabemos que a luta não será fácil, mas precisamos nos unir para sairmos vitoriosos ao final dessa campanha”, enfatizou o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.
Bancária do Banestes há 36 anos, Mare Lúcia Barreto, espera que a pauta de reivindicações seja atendida pelos bancos. “Sabemos que será uma campanha muito difícil. O que espero é o que os bancos tenham mais respeito com seus empregados e atenda nossas reivindicações. Também conto com o envolvimento de todos os colegas bancários, pois os direitos são para todos”, disse Mare.
Nas agências, o diretor do Sindibancários/ES e representante dos bancários capixabas no Comando Nacional, Carlos Pereira de Araújo (Carlão) também alertou sobre as consequências da reforma trabalhista para os bancários. “A campanha é nacional e precisamos fortalecer esse movimento, nos bancos públicos e privados. Com o fim da ultratividade da norma, podemos perder todos os direitos e benefícios que temos no dia 31 de agosto. Pela legislação, já perdemos todos os direitos assegurados por lei. Agora, precisamos garantir nossas conquistas nas negociações”, destacou.




