
Bancários e bancárias capixabas aprovaram os eixos estratégicos para a Campanha Nacional da categoria em 2019 (Foto: Sérgio Cardoso)
A defesa dos bancos públicos, do emprego bancário e a luta contra a reforma da Previdência são os principais eixos para a Campanha Nacional 2019 definidos pelos bancários e bancárias capixabas reunidos no 6º Congresso Estadual da categoria. O evento foi realizado no Hotel Praia Sol, em Nova Almeida, e terminou na manhã deste domingo, 14.
Neste ano, a Campanha Nacional dos Bancários será em ano intermediário à assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, válida até 2020. A luta para garantir avanço na negociação das pautas não salariais requer organização e mobilização da categoria, como destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.
“O Congresso é importante não apenas para a categoria, mas para todos os trabalhadores. Independente do acordo de dois anos, é importante continuarmos unidos e manter o debate sobre nossos problemas, que são diários. Vivemos uma conjuntura difícil, de ameaça aos bancos públicos e de retirada de direitos. Por isso é fundamental estarmos reunidos, pois temos muita luta a fazer em defesa das nossas pautas não salariais”.
A Campanha deste ano também enfrentará a política do governo Bolsonaro de ataque à classe trabalhadora e de desmonte dos bancos públicos. “A classe trabalhadora não tem nada a ganhar neste governo. Temos que apresentar no Comando um calendário de organização, mobilização e de enfrentamento. Só nos resta a luta e a resistência. A Campanha Nacional tem um caráter político e de denúncia, e não podemos abrir mão desse instrumento de movimentação nacional da categoria”, enfatizou o diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).
Entre os eixos aprovados pelos bancários capixabas também estão as reivindicações por melhores condições de trabalho, mais segurança e pelo fim do assédio moral.
Balanço da Campanha Salarial 2018
Em 2018, os bancários e bancárias enfrentaram uma Campanha Nacional singular. O cenário era de insegurança diante da ameaça de retirada de direitos após a aprovação da reforma trabalhista. Foram dez rodadas de negociação exaustivas, marcada pela intransigência dos bancos que se negaram a assinar o pré-acordo e as contínuas tentativas de retirada de direitos. Ao fim das negociações, a garantia da manutenção de boa parte das cláusulas previstas na Convenção Coletiva de Trabalho foi uma vitória relativa, já que os bancários tiveram perdas significativas.

Diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo representou os bancários capixabas e a Intersindical no Comando Nacional durante a Campanha Nacional 2018 (Foto: Sérgio Cardoso)
O diretor do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão) representou os bancários capixabas e a Intersindical no Comando Nacional. Uma das propostas levadas pelo Sindibancários/ES foi a construção de um calendário de mobilização dos bancários para pressionar os bancos a garantir os direitos da categoria. A proposta, no entanto, foi recusada pela maioria do Comando Nacional.
“O ator principal no processo negocial é a categoria mobilizada, debatendo a minuta de reivindicações, presente em mobilizações e greves. Um dos prejuízos da Campanha Nacional 2018 foi a aceitação da maioria do Comando da estratégia dos bancos em apostar na negociação de mesa descartando o envolvimento do ator principal que é a categoria. Essa para nós foi a derrota política central. Mas entendemos que o melhor era continuar no Comando, seguir as orientações e assinar o Acordo Coletivo. Ficar isolado seria uma derrota para os bancários capixabas”, avalia Carlão.
Resoluções dos bancos públicos
Bancários e bancárias dos bancos públicos também apresentaram na plenária as resoluções aprovadas nos congressos específicos. A luta por melhores condições de trabalho, mais contratação e a defesa dos bancos públicos estão entre as principais definições traçadas pelos bancários da Caixa, do Banco do Brasil e Banestes.
Confira os debates dos congressos específicos:
Planejamento estratégico
No terceiro e último dia do Congresso, os bancários também aprovaram o planejamento estratégico da atual gestão do Sindibancários/ES. Defender os bancos públicos, fazer uma gestão democrática e transparente, lutar por nenhum direito a menos e combater o projeto neoliberal estão entre os principais compromissos da atual direção.

“Resistir hoje tecendo o amanhã”: painel com camisas e fotos das lutas históricas dos trabalhadores bancários foram costuradas durante o Congresso (Foto: Sérgio Cardoso)






