
O abaixo-assinado com mais de mil e oitocentas assinaturas contra o fechamento da agência Banestes Graciano Neves foi entregue ao Governo do Estado durante a manifestação em frente ao Palácio da Fonte Grande realizada nesta quinta-feira, 19. O secretário-chefe da Casa Civil, Davi Diniz de Carvalho, recebeu a comissão formada pelo coordenador geral do Sindicato dos Bancários, Jonas Freire; o deputado estadual Sergio Majeski(PSB); a produtora cultural Stael Magesck, representando os moradores do Centro de Vitória; o presidente da União dos Lojistas do Centro e diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL), Sidney da Costa Ferreira; e o assessor parlamentar Everton Martins, do mandato da deputada estadual Iriny Lopes (PT).
Além do abaixo-assinado, o Sindicato reiterou o pedido de agendamento urgente de reunião com o presidente do Banestes para tratar do assunto, visto que o encerramento das atividades da agência está previsto para o dia 10 de janeiro.
O secretário disse que vai encaminhar os documentos ao governador Renato Casagrande e à Presidência do Banestes para que sejam dados os encaminhamento.
“Nós falamos dos prejuízos da medida, tanto para os moradores do Centro, clientes e comerciantes, quanto para os bancários e para o próprio Banestes, que sairia enfraquecido com o fechamento dessa agência. Parece-nos que a iniciativa de encerrar as atividades da Graciano Neves vem da direção do Banestes, que nem sequer atendeu ao nosso pedido de informações ou agendou reunião conosco. Esperamos, agora, uma resposta por parte do Governo do Estado”, afirmou o coordenador geral do Sindicato, Jonas Freire.
“Eu acredito no diálogo. O secretário foi bastante solícito e nos ouviu. Fechar essa agência vai contra o processo de revitalização do Centro, ficaria um espaço vazio entre duas importantes ruas, que são a Graciano Neves e a Rua Sete. Seria um ponto morto num local que é vivo. Falamos tudo isso pra ele. Agora é esperar, acredito que vai dar tudo certo”, afirmou a produtora cultural Stael Magesck.
O deputado Sergio Majeski também está otimista. “Esperamos sensibilizar o Banestes e o Governo, pois essa agência é fundamental, não só para quem é correntista, mas para todos que circulam pelo Centro. Os moradores daqui têm faixa etária mais elevada, há, ainda, a movimentação do comércio. A redução de mercado de trabalho também é uma preocupação. Então em todos os aspectos o fechamento dessa agência seria muito ruim”.
Café da manhã
A manifestação começou por volta das 8 horas, quando foi servido um café da manhã e coletadas as últimas assinaturas antes da entrega do abaixo-assinado. Quem passou por lá logo cedo foi a senhora Amélia da Penha Nunes, 80 anos de idade, há 75 moradora do Centro de Vitória. “É um absurdo fechar essa agência, principalmente para quem já está na terceira ou quarta idade”, brinca ela. “Se acontecer isso, vamos ter que atravessar a Jerônimo Monteiro, correndo o risco de atropelamento, isso sem falar da distância. Aqui a gente é muito bem atendida, desde os serventes até os caixas e gerentes, todos muito carinhosos”, afirma.
Outra cliente do banco que não poupa esforços na defesa da agência é Rita de Cássia Xavier, moradora da Rua 7. “Eu ajudei na coleta de assinaturas. Fui às lojas e tudo. Se a agência sair daqui, vai ser um transtorno. Minha mãe tem conta há 35 anos. O banco faz propaganda dizendo que o Banestes valoriza o Estado, também tem que valorizar o cliente”, afirma.









