Nesta quinta-feira (23), a partir das 11h, os empregados da Caixa de todo o Brasil vão se engajar numa grande mobilização virtual em defesa do banco público. O tuitaço vai levantar a hashtag #MexeuComACaixaMexeuComOBrasil. Além do Twitter, a hashtag deve ser usada também no Instagram, Facebook e nas demais redes sociais. “Presencial ou virtualmente, nossa luta em defesa da Caixa continua mais forte do que nunca. É muito importante a participação de todos os bancários da Caixa para chamarmos a atenção da sociedade contra a privatização do banco”, conclama a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Rita Lima.
Ela destaca que a pandemia do novo coronavírus tem mostrado todos os dias a importância da Caixa para os brasileiros, sobretudo para os segmentos mais vulneráveis da população. “Desde o início da pandemia, os empregados da Caixa estão se expondo ao vírus para pagar os benefícios sociais. Mais de 120 milhões de brasileiros já passaram pelas agências da Caixa de todo o país para receber o auxílio emergencial, FGTS e outros benefícios. Não é Bolsonaro, Paulo Guedes e Pedro Guimarães que estão na linha de frente arriscando suas vidas. São os empregados e as empregadas da Caixa empenhados em cumprir a função social do banco público”, enfatiza Rita Lima.
Apesar do esforço dos empregados, a direção da Caixa segue decidida em retomar o processo de privatização do banco. A dirigente lembra que a política ultraliberal de Bolsonaro tem como estratégia fatiar e vender as áreas mais lucrativas do banco. Com relação aos empregados, Rita Lima critica a cobrança abusiva de metas mesmo em meio à pandemia. Segundo Rita, a Caixa vem pressionando os empregados que trabalham em departamentos, que estão em home office, a retomarem as atividades presenciais. “Um total desrespeito às vidas dos empregados e de seus familiares”.
Sem a Caixa, todos perdem
A Caixa não só está tendo um papel fundamental agora como será imprescindível no pós-pandemia. “Não há outro banco. É a Caixa que pode assumir a execução de políticas públicas e sociais no processo de reconstrução, investindo em áreas como saneamento básico, habitação, educação, saúde e segurança”, assinala Rita.
Ao fatiar áreas rentáveis do banco, o Governo Federal perde capacidade de investir em políticas públicas. Somente nos três primeiros meses de 2020, as Loterias da Caixa, que estão na mira da agenda privatista, arrecadaram R$ 4 bilhões. Desse total, cerca de R$ 1,5 bilhão foram transferidos a programas sociais, correspondendo a um repasse de 37,2% do total arrecadado.
Brasileiros são contrários à privatização
Pesquisa mensal realizada pela Revista Fórum apontou que a maioria dos brasileiros é contrária à privatização das empresas públicas. A empresa que tem a maior rejeição contra a privatização é justamente a Caixa. Para 60,6%, o banco não deve ser vendido; outros 39,4% se disseram favoráveis. A rejeição à privatização do Banco do Brasil também é alta: 57,8%; 42,2% apoiam a venda do BB. A rejeição à privatização da Petrobras é de 57%; 43% são a favor.
A pesquisa foi realizada entre os dias 14 e 17 de julho e ouviu 1000 pessoas de todas as regiões do país. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais, para cima ou para baixo. O método utilizado é o de painel online e a coleta de informações respeita o percentual da população brasileira nas diferentes faixas e segmentos.

