Ao menos 11 bancários e bancárias morreram vítimas de covid-19 em todo o país. O levantamento é do Sindicato dos Bancários do Maranhão, que vem fazendo um levantamento das mortes pelo novo coronavírus na categoria. O Sindicato admite que o número de mortes pode ser bem maior, uma vez que as secretarias estaduais e municipais de saúde não divulgam a ocupação profissional das vítimas.
Das mortes atualizadas até ó ultimo dia 1, São Paulo e Rio de Janeiro registram três óbitos cada; Pará, dois; Espírito Santo, Bahia e Amazonas, um cada. A vítima da covid-19 no Espírito Santo foi o gerente da Caixa Econômica de São Mateus, Norte do Estado, que morreu há exatamente um mês. No dia 04 de abril, data da morte Marcos Antônio de Vieira, 36 anos, o Espírito Santo contabilizava 309 casos de covid e 6 mortes, a sexta era justamente de Marquinhos, como era conhecido o bancário. Um mês depois, o Espírito Santo registra 3.208 casos e 115 mortes, um aumento de 938% e 1.816%, respectivamente.
Risco alto para bancários
Se atualizar os dados de mortes de bancários é uma tarefa complexa, contabilizar os casos confirmados de covid-19 é ainda mais difícil. O que se sabe é que a atividade bancário, fora os profissionais de saúde, é uma das que têm um alto índice de exposição ao novo coronavírus. Levantamento do jornal carioca O Globo com base em estudos de pesquisadores da LABORe e do Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ indica que o risco do contágio é considerável em diversas áreas, sobretudo as consideradas essenciais.
O setor bancário, por exemplo, é um dos que oferecem grande risco de contágio da covid-19 aos seus trabalhadores. Segundo o estudo, que analisou 2.539 atividades profissionais a partir do risco alto, significativo, médio e baixo, as atividades bancárias têm risco “significativo” de contágio da doença.
O levantamento indica que cerca de 18 milhões de trabalhadores brasileiros possuem risco “significativo” de contágio da covid-19, os bancários estão entre eles. A função de recepcionista bancário tem risco de 61; a de caixa é ainda maior, 69,7. O índice supera, por exemplo, o de motorista de aplicativo/táxi (63,3); cobrador de ônibus (66.3) e chega bem perto ao de agente funerário (72).






