
Dirigentes do Sindicato fazem protesto contra as condições de trabalho na agência Guarapari
Imagine a sensação de trabalhar ao som de furadeiras, cortadoras de parede e marretadas constantes ao longo do dia. Desagradável, não é? Acrescente a esse barulho ensurdecedor nuvens de pó de construção que comprometem a respiração. Os funcionários das agências Banestes de Domingos Martins e Guarapari ficaram expostos a essa situação de insalubridade sem que o banco tomasse qualquer medida para mitigar os efeitos das obras no dia a dia dos trabalhadores. O Sindicato dos Bancários/ES, após confirmar in loco as péssimas condições de trabalho nas duas unidades, cobrou soluções do Banestes. Sem resposta, o Sindicato formalizou denúncia ao Ministério Público do Trabalho (17ª Região). Na última sexta-feira (08), na primeira audiência de conciliação entre as partes, o Banestes se comprometeu a apresentar ao Sindicato até 10 de janeiro um cronograma das obras previstas para 2024. No dia 26 de janeiro próximo haverá uma nova audiência com o MPT para o Banestes apresentar quais medidas irá adotar a partir das obras previstas para o próximo ano.
Para o dirigente do Sindibancários Jonas Freire, o MPT acatou imediatamente a denúncia porque entendeu que o Banestes não pode expor os trabalhadores e as trabalhadoras a condições de trabalho indignas. “Quando estivemos nas agências para comprovar as denúncias, encontramos um verdadeiro canteiro de obras. Não tem como o funcionário se concentrar no trabalho e produzir normalmente submetidos a essas condições”, aponta.
Nos dois casos denunciados, acrescenta o dirigente Marcelo Giacomin, o Banestes se mostrou insensível ao problema dos trabalhadores. “Não houve qualquer esforço do banco no sentido de procurar alternativas para garantir condições dignas de trabalho aos funcionários. O trabalho insistente de fiscalização do Sindicato e a denúncia ao Ministério Público foram decisivos para pressionar o Banestes a rever sua posição, como está acontecendo agora”, diz Giacomin.
Jonas afirma que o Sindicato espera receber o cronograma de obras no dia 10 de janeiro, como acordado, e aguarda o posicionamento do MPT sobre quais serão as medidas impostas ao Banestes nas próximas obras previstas para 2024. “Vamos seguir fiscalizando de perto e denunciando qualquer irregularidade que viole os direitos trabalhistas dos banestianos e das banestianas. Pedimos também que os funcionários não deixem de denunciar qualquer irregularidade”.
O Sindicato tem um canal on-line permanente de denúncias que garante sigilo ao trabalhador.
Polícia para inibir ação do Sindicato

Agência Domingos Martins mais parecia um canteiro de obras
Em outubro passado, o Sindicato esteve na agência de Domingos Martins, na região serrana do Estado, para checar as condições de trabalho dos funcionários daquela unidade que passava por reformas. Ante a inércia do Banestes em solucionar o problema, os dirigentes sindicais, em um ato de protesto, decidiram paralisar o funcionamento da unidade até as 13 horas. O Banestes acionou a Polícia Militar e registrou boletim de ocorrência contra o Sindicato.
“Nosso papel, como dirigentes sindicais, é justamente fiscalizar as condições de trabalho dos bancários e das bancárias. A situação da agência de Domingos Martins é, no mínimo, estarrecedora, e nosso protesto é mais que legítimo. Em vez de abrir o diálogo, a direção do Banestes tratou a reivindicação dos trabalhadores como caso de polícia. Isso mostra a intransigência e o desrespeito da gestão do Amarildo Casagrande com os problemas dos funcionários. Não vamos nos calar e continuaremos agindo até que problema seja solucionado pelo banco”, afirmou à ocasião o dirigente do Sindibancários Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

