Hoje,14 de março, completam-se 6 anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e o motorista que a acompanhava, Anderson Gomes. A história do crime, cometido em 2018, continua sem fim: os mandantes ainda não foram encontrados e presos. Há seis anos a sociedade pergunta “quem mandou matar Marielle e Anderson?”

Em janeiro deste ano, a informação sobre uma delação foi vazada para a imprensa. O ex-deputado estadual e Conselheiro do Tribunal de Contas carioca Domingos Brazão foi apontado como mandante do crime pelo policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de fazer os disparos. Lessa está preso desde 2019, ao lado do ex-policial militar Élcio de Queiroz, que dirigia o carro usado no crime. Eles aguardam o julgamento por júri popular.

As investigações acerca do crime não foram concluídas até hoje, e também incluem o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, o Suel. Ele responde por ter participado da troca de placas do veículo usado no assassinato, além de descartar as cápsulas e munições usadas no crime e ter feito o desmanche do carro.

O Ministério Público pediu que Suel também seja levado à júri popular, como os outros dois envolvidos.

Para a coordenadora geral do Sindibancários/ES, Rita Lima, a execução de Marielle Franco é emblemática e não pode ficar impune. “Marielle era uma mulher negra num espaço de poder, uma vereadora que vinha incomodando, não aceitava ser interrompida, combatia o bom combate e era comprometida com o bem-estar social. Ver que até hoje o crime permanece impune é triste e revoltante. Um crime como esse, contra uma das nossas, não deveria sequer ter acontecido”, lamenta a dirigente.

Veja o dossiê do caso produzido pelo Instituto Marielle Franco, com perguntas sem respostas e a linha do tempo do caso. 

 

Com informações da Agência Brasil