Os reajustes no Saúde Caixa, anunciados pela direção da Caixa no dia 26 de janeiro, são mais um covarde golpe contra os empregados. A decisão foi tomada sem qualquer debate com a categoria, prática usual da gestão Gilberto Occhi. Trata-se também de um desrespeito ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e às instâncias de negociação.
Diferentemente do que a direção do banco afirma, as projeções atuariais indicam que o plano será superavitário pelo menos nos exercícios de 2017 e 2018. O relatório financeiro de 2016 aponta superávit da ordem de R$ 66 milhões. No acumulado, são quase R$ 700 milhões. Bastou os integrantes do Conselho de Usuários virarem as costas, após a reunião de quinta-feira (26) para a Caixa decidir pelos reajustes.
De acordo com o ACT, aumentos devem ser negociados no Conselho de Usuários e na mesa permanente, mediante a apresentação de números que comprovem sua necessidade. Também segundo o Acordo Coletivo, cabe aos titulares arcarem com 30% das despesas assistenciais, e a Caixa com 70%. Hoje, porém, trabalhadores e trabalhadoras pagam mais de 30%. Com os aumentos anunciados na semana passada, essa porcentagem será ainda maior. Essa distorção tem nome: apropriação indébita.
Neste 31 de janeiro os empregados da Caixa estão se mobilizando para questionar esse aumento e defender o Saúde Caixa. As entidades do movimento sindical já ingressaram com ações judiciais para cancelar os reajustes no plano, mas precisamos da unidade e da força de todos para resistir a mais esse ataque.









