
Fotos: Sérgio Cardoso
Bancários e bancárias foram às ruas neste sábado (24) em ato que marca o momento histórico dos trabalhadores brasileirosna defesa dos direitos conquistados e da democracia. Realizado em Vitória, a caminhada teve início na Praça do Papa, atravessou a Terceira Ponte e terminou na Prainha, em Vila Velha. Milhares de capixabas, entre trabalhadores, estudantes, representantes de entidades sindicais e movimentos sociais, participaram da caminhada iniciada no ínicio da tarde.
Durante o ato, o coordenador-geral do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo(Carlão), alertou os bancários e todos os trabalhadores sobre os graves impactos do tesouraço na vida da população brasileira. “É hora da virada em defesa da vida. Esta não é apenas mais uma eleição. Vamos decidir neste domingo entre um projeto de governo que garante os direitos dos trabalhadores e outro que quer nos aniquilar. O DIEESE estudou o impacto do tesouraço de Flávio Bolsonaro e concluiu que será uma verdade facada nos brasileiros: serão 2,2 milhões de postos de trabalho eliminados e quase 68 bilhões de corte na massa salarial dos trabalhadores. Flávio Bolsonaro diz que vai cortar 200 bilhões de reais mas não quer mexer no bolso da elite econômica desse país. Por isso, ocupamos as ruas hoje, em mais um ato, em defesa dos nossos direitos e para que possamos viver com dignidade”, defendeu Carlão.
A bandeira de defesa dos bancos públicos também foi levada para as ruas pelos bancários neste sábado. “Ocupamos as ruas em defesa da democracia, da justiça social, dos direitos dos trabalhadores, como sempre fizemos ao longo da história. Nossa luta também pelo nosso patrimônio que são são os bancos públicos, o Banco do Brasil, a Caixa e o Banestes. Precisamos fazer esse movimento para defender aquilo que conquistamos com árdua luta”, enfatizou o dirigente do Sindibancários/ES Ronan Teixeira.

Marcelo Lobato e José Ricardo Barreto
Bancário aposentado do Banco do Brasil, José Ricardo Barreto participou do ato e falou sobre como a privatização é uma ameaça ao emprego bancário. “Aposentei após trabalhar 35 anos no Banco do Brasil. Mas cheguei a achar que não iria me aposentar na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, que queria privatizar o BB e a Petrobras. Estava tudo armado para privatizar as duas empresas. E foi depois, com a eleição do Lula, que tivemos tranquilidade no emprego e dignidade. Hoje, fico muito preocupado com o pessoal da ativa, porque na minha época a pressão já era gigantesca. Imagino como anda a cabeça dessas pessoas, pais e mães de família, que estão aí nessa luta, nessa angústia, pois não sabem o que vai acontecer se Flávio Bolsonaro for eleito. Eles querem vender tudo”, contou Barreto, emocionado.
Bancário da Caixa há 14 anos, Marcelo Lobato, se uniu ao tio, José Barreto, no ato deste sábado. “Sou da geração que sempre cresceu com a possibilidade de ver um Brasil melhor. E desde o primeiro governo Lula, vivemos isso. Não podemos deixar acontecer esse retrocesso. Hoje lutamos pelo mínimo, que é manter os nossos direitos, as nossas garantias, as estatais, manter a Caixa forte, manter o Banco do Brasil forte, manter o Banestes forte. O outro lado só pensa em vender, em deixar o país cada vez mais subsistente. Não deveria ser uma escolha difícil”, enfatizou Marcelo Lobato.












