Em ação no Dia Nacional de Luta, bancários capixabas da Caixa paralisaram por uma hora as atividades de pelo menos 13 agências do estado na manhã desta quarta-feira (3). O protesto teve adesão massiva dos trabalhadores das agências e contou também com a solidariedade dos clientes que toparam conversar sobre as ameaças do governo golpista de Michel Temer e de Gilberto Occhi, presidente do banco.
Em Vitória, foram paralisadas as agências Praia do Canto, Enseada do Suá, Goiabeiras, Beira Mar e Vila Rubim; já em Serra, a abertura do banco foi postergada nas agências Laranjeiras, Carapina e Jardim Limoeiro, Cariacica aderiu ao Dia Nacional de Luta na agência Jardim América e, no interior, em Colatina, as agências Colatina e São Silvano participaram integraram a mobilização; os bancários canelas-verde paralisaram as agências Vila Velha e Itaparica.

Ação sindical na agência da Avenida Beira Mar
De acordo com Rita Lima, diretora do Sindicato, a manifestação foi vitoriosa, pois colocou em evidência para os clientes do banco as ameaças sofridas pela população com o avanço da sanha privatista de Temer sobre as empresas públicas brasileiras.
“Os clientes compreenderam a mensagem levada às ruas e foram solidários com os bancários. Tivemos uma ação vitoriosa pois criamos espaços de conversa franca com a população. Enviamos nosso recado à Caixa: nenhum direito a menos”, avalia Lima.
O Dia Nacional de Luta foi articulado pela resistência dos trabalhadores e trabalhadoras da Caixa às investidas do governo sobre os direitos dos bancários e outras categorias de trabalhadores. A defesa da Caixa 100% Pública pautou as conversas com a população. A mobilização também reivindicou respeito à jornada de seis horas e o imediato interrompimento da redução do quadro de funcionários do banco, assim como o fim da incorporação de função após dez anos de trabalho, o fim do assédio moral e da cobrança de metas e expressivamente contra o fim do pagamento de adicional de insalubridade para os avaliadores de penhor.

Ação na Caixa de Jardim América, em Cariacica
A venda das loterias e a possibilidade de retirar da Caixa a gestão do FGTS, que integram a ofensiva do governo Temer à Caixa 100% Pública também foi colocada em questão com a população.
Para um bancário da Agência Jardim de Limoeiro, que preferiu não se identificar, a população precisa se mobilizar para barrar o avanço privatista sobre os direitos constituídos dos trabalhadores.
“Direito adquirido não pode ser retirado, principalmente por gestores que conhecem o manual e de repente querem mudar as regras por interesses de governos anteriores e provisório como esse. Precisamos lutar contra essas medidas e demonstrar que não concordamos com essa gestão. Sabemos que a Campanha Salarial desse ano será difícil, mas a nossa luta tem quer ser por novas contratações e a valorização salarial. Nossa conquista dependerá da nossa união”, afirmou.








