Em assembleia virtual realizada nesta quarta-feira (09), os bancários e as bancárias do Banestes aprovaram, com 75% dos votos, a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A votação ocorreu após uma mudança de cenário, em que a CCT foi aprovada nacionalmente, o que poderia colocar os bancários do Banestes em uma greve isolada e sem as garantias do acordo geral da categoria. Os banestianos seguem em campanha e têm nova rodada de negociação com o banco nesta quinta-feira (10), às 14 horas.
Mesmo com a aprovação da proposta, foi expressiva a parcela dos bancários que votaram pela rejeição do acordo: 24% disseram não e reafirmaram a manutenção da greve. Apenas 1% se absteve. O coordenador-geral do Sindibancários/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão), destacou a disposição e o engajamento dos banestianos em lutar por um acordo que atenda as principais reivindicações dos empregados, como a reposição das perdas e o fim das demissões sem justa causa.
“Os bancários do Banestes atenderam a orientação do sindicato e aceitaram a proposta da Fenaban. Mas isso não quer dizer que a proposta, de fato, atendeu as expectativas. Os bancários e as bancárias do Banestes estão mandando um recado, na verdade, para a direção do banco: esperamos que na rodada desta quinta-feira (10) o Banestes apresente uma proposta, no mínimo, decente. Os banestianos acumulam perdas e têm a menor massa salarial quando comparados com os bancos estaduais e privados. Além disso, o Banestes é o único banco estatal que demite de forma arbitrária. Isso é um absurdo e temos que resolver. Tem ainda a questão da Banescaixa, dentre outros pontos importantes. Nossa expectativa é que o banco apresente uma proposta defensável que o sindicato possa levar para a assembleia. Caso contrário, o recado está dado e poderemos fazer greve conforme decisão soberana dos banestianos”, enfatiza Carlão.









