As funcionárias e os funcionários do Banco do Brasil da base do Espírito Santo, em assembleia na noite dessa segunda-feira (09), decidiram pela rejeição da proposta do banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Dos funcionários que participaram da votação virtual, aberta a associados e não associados ao Sindicato dos Bancários/ES, 55,2% votaram pela rejeição da proposta e 42,9% pela aprovação. Foram registradas quatro abstenções (1,82%). Com a rejeição, está aprovada também a greve. A partir de agora, as assembleias que eram extraordinárias passam a ser permanentes. A Cláusula 17ª, que já fora rejeitada na assembleia anterior, não entrou nesta votação.
Na abertura da plenária, que precedeu a assembleia de votação, a diretora Bethania Emerick afirmou que a orientação do Sindicato era pela aprovação da proposta. Ela explicou as consequências dos bancários e das bancárias ficarem sem o ACT, que deve ser assinado nesta terça-feira (10) pelas bases que votaram pela aprovação da proposta.
A dirigente, primeiramente, parabenizou a categoria pela mobilização que decidiu pela rejeição da proposta na votação anterior. “Hoje [09] a Contraf divulgou o resultado e a maioria (69%) das bases sindicais, filiados à Contraf, votou pela aprovação da proposta do BB”. Bethania reconheceu que houve muita pressão da Contraf pela aprovação. “Aumentou também a pressão sobre as bases sindicais que votaram contra. Sabemos que não há mais espaço nem disposição por parte do BB e da Contraf para reabrir as negociações e rever o acordo. Mas é obrigação do Sindicato explicar quais as consequências de ficar fora do acordo. A não assinatura nos deixa vulneráveis em relação à manutenção das cláusulas que hoje regem nosso acordo”. Ela acrescentou que os bancários do BB das bases que rejeitarem a proposta ficariam, em tese, só resguardados pelos direitos e benefícios previstos na CLT. “Benefícios como vales alimentação/refeição, auxílio creche, PLR, por exemplo, ficariam em risco”, afirmou.
Ainda na plenária, a dirigente enalteceu a mobilização e resistência da categoria durante toda a campanha em lutar por uma proposta digna que valorizasse os empregados e as empregadas do BB, mas ponderou que, com a decisão nacional, amplamente favorável à proposta, o Sindicato estava fazendo a reorientação pela aprovação. Ela enfatizou, porém, que a categoria é sempre soberana para decidir pela rejeição ou aprovação da proposta. “O que for decidido, será acatado pelo Sindicato. Se a maioria decidir pela rejeição, as assembleias se tornarão permanentes e a greve será aprovada. O Sindicato irá cumprir seu papel de organizar a luta e definir com a categoria os rumos do movimento”, garantiu Bethania.
Repercussão
Assim como no Espírito Santo, outras bases sindicais também se reuniram nas últimas horas para decidir sobre a aprovação ou rejeição da proposta do BB. Bases como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba, Florianópolis e outras 16 estão com assembleias em andamento ou previstas para os próximos dias. Outras bases importantes como Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte já haviam rejeitado a proposta e se preparam para a greve.

