Bancários e bancárias da Caixa rejeitam proposta e continuam em greve no ES

11/09/2026 23:41

Bancários e bancárias são convocados para plenária de organização da continuidade da greve neste domingo (13), às 10h30

Com 90% dos votos, os bancários e as bancárias capixabas da Caixa rejeitaram a proposta de acordo apresentada pelo banco e seguem com a greve por tempo indeterminado no Espírito Santo. A assembleia virtual foi realizada nesta sexta-feira (11), das 16h às 23 horas. O Sindibancários/ES orientou pela reprovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que não atende as principais reivindicações da categoria. Apenas 9,6% dos bancários capixabas votaram pela aprovação do acordo e 0,4% se abstiveram. Na maioria dos estados, inclusive em São Paulo, os empregados da Caixa também rejeitaram o acordo e a greve continua. A proposta da Convenção Coletiva de Trabalho da Fenaban também foi novamente rejeitada por 85% dos bancários capixabas.

Plenária

Neste domingo (13), o Sindibancários/ES realiza às 10h30 um nova plenária de organização da continuidade da greve. Todos os empregados e empregadas estão convocados a participar e fortalecer o movimento grevista no Estado. Clique aqui para participar da plenária. 

A proposta apresentada pela Caixa na última quinta-feira (10) foi amplamente rejeitada pelos bancários capixabas, mesmo sob ameaça do banco de ingressar com dissídio coletivo. Em dois dias de greve, os bancários capixabas paralisaram 54 agências em todo o Espírito Santo.
“Parabéns aos bancários e às bancárias capixabas pela coragem de lutar pelos seus direitos, enfrentando ameaças e sempre dispostos a seguir em frente na resistência em defesa das nossas conquistas e reivindicações. Estamos sempre dispostos a negociar melhorias no nosso acordo coletivo, mas não vamos nos submeter a chantagem ou qualquer ameaças do banco”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES Ronan Teixeira, que representa os bancários capixabas e a Fetraf-RJ/ES na Comissão Executiva dos Empregados (CEE).

Proposta rejeitada

Uma das principais críticas à proposta é a quebra dos pilares do Saúde Caixa, como o pacto intergeracional e de solidariedade do plano. A proposta da Caixa inclui a ampliação da participação do banco no custeio do plano, de 6,5% para 8%, e aumento de 7% para 9% de participação dos trabalhadores, o que seria uma distribuição mutuária desigual. Além disso, não atende a reivindicação dos trabalhadores do fim do teto de contribuição da Caixa.

“Desde o último acordo, a Caixa alega que precisaria passar por várias instâncias internas e externas para atender o pleito de derrubada do teto. Questionamos como, agora, o banco vai sustentar essa proposta de aumento de contribuição de participação para 8%. Mesmo com a resposta da Caixa de que os trâmites internos estavam todos aliançados, e a Caixa estaria colocando isso como uma proposta e como é que ela iria fazer para sustentar essa proposta a Caixa falou que os termos internos já estavam praticamente todos aliançados, deixamos claro que esse aumento era insuficiente. Reafirmamos que não seria essa proposta, ou essa maquiagem no acordo, retiraria os empregados da Caixa de uma greve forte como iniciamos nesta quinta-feira”, destaca Ronan.