Na primeira reunião de negociação entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a nova gestão do BB, agendada pelo banco, o debate girou em torno do Teletrabalho Remoto Institucional (TRI), ficando fora da pauta temas caros aos trabalhadores, como o assédio moral, que vem adoecendo os bancários. O encontro foi na segunda-feira, 13.

O BB acolheu a reivindicação dos bancários de aumentar o público que pode acessar o teletrabalho e as áreas habilitadas, com estrutura para que os funcionários possam realizar suas atividades de casa.  Nova reunião será agendada para o retorno do banco sobre o tema.

Segundo o BB, atualmente, cerca de 14 mil funcionários estão com acordos assinados para atuar em teletrabalho. Pelas regras vigentes, o TRI pode ser exercido em apenas dois dias por semana. Além disso, cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos.

Assédio moral

O Sindibancários/ES enviou uma série de questões para serem abordadas na reunião, mas como tema do encontro definido pelo banco era o teletrabalho, a pauta ficou para uma próxima agenda, a ser marcada em breve. “Por que as discussões não começaram pelas outras reivindicações do movimento sindical? Temos questões mais importantes para discutir que estão adoecendo os bancários”, questiona a diretora do Sindicato Bethânia Emerick.

Ela enumera os diversos problemas que acontecem nas unidades: “prática de assédio moral, principalmente nas agências, descomissionamentos sem avaliações e sem critérios claros, bancários nomeados para agências longe de casa, atitudes preconceituosas contra mulheres, o machismo que ainda impera como critério de seleção, pressão para o cumprimento de metas, sobrecarga de trabalho e falta de funcionários em diversas agências”.

A expectativa da dirigente sindical é que a próxima rodada de negociação trate dessas questões e que a nova direção do BB ponha fim a essas práticas de assédio institucional nas unidades do banco.