Nesta quinta-feira (15), as agências do Santander, Banestes, Bradesco, Itaú e Caixa, da Avenida Reta da Penha, e Banco do Brasil, da Avenida Rio Branco, tiveram o horário de abertura retardado em uma hora. Foi mais um protesto da categoria bancária no dia nacional de luta para pressionar os bancos para a apresentação de proposta na próxima mesa de negociações da Campanha Salarial 2024, agendada para terça-feira, 20.

As manifestações em todo o país acontecem em resposta à postura da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na última rodada de negociações. O Comando Nacional dos Bancários entregou a minuta de reivindicações aos banqueiros no dia 18 de junho e até agora nada de concreto foi apresentado. A enrolação também se vê nas negociações locais com a direção do Banestes.

Reivindicações

Cláusulas econômicas

– Aumento salarial acima da inflação (reposição da inflação, pelo INPC acumulado entre setembro de 2023 e agosto de 2024, acrescido do aumento real de 5% – no Banestes são 10% de aumento real).
– Melhorias na Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Dieese alerta que os percentuais de distribuição da PLR dos bancos caíram ao longo dos últimos anos, mesmo após reajustes, introdução da parcela adicional e mudanças de parâmetros dos cálculos de distribuição. Além disso, a distribuição da participação nos lucros não vem acompanhando o crescimento dos lucros no setor, ficando, na maioria dos bancos, abaixo do teto de 15% previsto na CCT.
– Aumento nas demais verbas, incluindo VA/VR, auxílio-babá e auxílio-creche.

Cláusulas sociais

– Igualdade de oportunidades e igualdade salarial, entre gênero e raça.
– Mais mulheres no setor de Tecnologia da Informação (TI) dos bancos.
– Olhar especial para bancárias e bancários transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo com menor expectativa de vida no país, por conta da violência e preconceito que também dificultam o acesso e permanência no mercado de trabalho.
– Combate ao assédio moral e sexual.

Saúde

– Direito às pessoas com deficiência (PCDs) e neurodivergentes, para que tenham garantia de ambiente de trabalho adaptado e condições de ascensão profissional.
– Direito à desconexão.
– Combate à gestão por metas abusivas e que impacta na saúde e nas condições de trabalho.

E ainda

– Garantia de emprego e dos direitos conquistados.
– Fim das terceirizações.
– Jornada de quatro dias.
– Ampliação do teletrabalho.
– Retorno da homologação nos sindicatos, para que as entidades possam acompanhar de perto todo o processo, e garantir direitos dos desligados.
– Qualificação e requalificação profissional, sobretudo diante da revolução tecnológica.
– Indenização adicional em caso de demissão.
– Garantias para mães e pais de PCDs, quando necessitarem acompanhar filhos nos atendimentos médicos e educacionais.
– Segurança nos ambientes físicos e digitais do sistema financeiro.