
Na manhã desta terça-feira (02), bancários e bancárias capixabas realizaram um protesto na agência Central Laranjeiras, na Serra, denunciando o fechamento de mais duas unidades da Caixa no Espírito Santo.
A direção da Caixa anunciou o fechamento da agência Central Laranjeiras e do Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes). De acordo com o comunicado do banco, as duas unidades serão transformadas em agências de negócios, ou seja, sem caixa e sem atendimento à população em geral.
“A Caixa está falando que não é fechamento, que é um redesenho de unidades, mas isso é uma mentira. Se a unidade vai ser encerrada para atendimento ao público, ou seja, a população ficará sem mais um ponto de atendimento, então é fechamento sim! Por isso estamos aqui alertando a população, acolhendo os colegas da Caixa e repudiando mais esse ataque à rede de atendimento no estado, que vem reduzindo cada vez mais o papel social da Caixa. A nossa defesa é por uma Caixa 100% pública, forte e para toda a população”, denunciou André Tosta, diretor do Sindibancários/ES.
Durante o ato, os dirigentes do sindicato dialogaram tanto com clientes, quanto com os empregados da unidade explicando como esse processo de fechamento de agências vem sendo intensificado pela gestão de Carlos Vieira. Em descaso com o papel social da Caixa, Carlos Vieira reproduz no maior banco público do Brasil o modelo de gestão dos bancos privados. Desde 2024 vem encerrando o funcionamento de agências e ampliando o número das que são transformadas em agências de negócios. Neste ano, até outubro, foram fechadas 10 agências no Espírito Santo, sendo que uma delas foi a do Hospital Metropolitano, bem próxima à unidade da Central Laranjeiras que agora será transformada em agência de negócios.
Os dirigentes alertaram também que, em reunião realizada em Brasília, em setembro deste ano, com a presença da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e da Superintendência Nacional de Canais da Caixa o banco garantiu que não haveria mais fechamentos de agências, ou seja, a direção da Caixa está descumprindo o que prometeu.
“A Caixa garantiu na nossa mesa de negociação que não haveria mais fechamento de agências e agora está descumprindo aquilo que foi combinado em mesa. Isso é um absurdo! É desmonte da Caixa, é desrespeito e não podemos aceitar! A população fica sem caixas, sem a presença do banco na região, fica à deriva. A Caixa é um banco público, que faz políticas sociais e atende a população que mais precisa nesse país e não pode ser reduzida assim. Precisamos barrar imediatamente esse processo de fechamento de agências”, ressaltou Ronan Teixeira, diretor do Sindibancários/ES e integrante da CEE.

