As agências dos bancos Bradesco, Banco do Brasil, Banestes, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander da Reta da Penha, em Vitória, só abriram às 11 horas nesta quinta-feira, 21. Em Cachoeiro de Itapemirim, a agência Itaú Capitão Deslandes abriu ao meio-dia, pois no interior o horário de funcionamento é diferenciado. O retardamento da abertura em uma hora foi a ação dos bancários capixabas no Dia Nacional de Luta, convocado pelo Comando Nacional da categoria, contra a Medida Provisória 905, que ataca direitos dos trabalhadores.
Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro no último dia 11, essa MP impõe aos bancários a extensão da jornada de seis para oito horas e o funcionamento das agências aos sábados. Para o conjunto dos trabalhadores há outras perdas, como, por exemplo, a negociação da PLR sem a participação das entidades sindicais, fim do enquadramento de acidente de trajeto como acidente de trabalho e redução do adicional de periculosidade.
Apoio
O funcionário público Antônio, que pediu para não ter seu sobrenome divulgado temendo represálias, não se importou em esperar uma hora a mais que o normal para ser atendido na agência da CEF da Reta Penha. “Tem gente reclamando aqui, mas a paralisação é justa e só por uma hora. Aumentar a jornada dos bancários prejudica o trabalhador”, reflete ele.
Antônio não conhecia detalhes da MP 905, mas ficou indignado ao saber que o trabalhador que sofrer acidente de trajeto não terá mais os direitos estabelecidos como acidente de trabalho. “Eu não concordo. Se eu estou a caminho do trabalho e sofro um acidente, a empresa tem que considerar. É um direito de muitos anos”.
Primeiro passo
“A paralisação de hoje foi o primeiro passo na construção da luta contra a MP 905, que significa um retrocesso perverso contra os trabalhadores em geral , com perda de direitos para todos. No que diz respeito aos bancários, por exemplo, o aumento da jornada gera mais desemprego, porque a ideia dos bancos é ter menos gente trabalhando mais e com o mesmo salário. Vamos intensificar a luta para que o Congresso Nacional derrube essa medida provisória”, afirmou o coordenador Geral do Sindicato, Jonas Freire.
Fotos: Sérgio Cardoso









