“Os aposentados e aposentadas do Banestes aguardam ansiosos pela apresentação de proposta de plano de saúde financeiramente mais viável, tendo em vista o alto custo do Banescaixa [Caixa de Assistência dos Empregados do Sistema Financeiro Banestes] para quem se aposenta, o que faz muitas dessas pessoas abandonarem o plano e procurar outras alternativas, como planos privados ou assistência no Sistema Único de Saúde (SUS)”. 

A afirmação é da diretora do Sindicato Vanessa Espíndula, lembrando que “o Banestes não pode deixar à mercê da própria sorte aqueles e aquelas que dedicaram tanto tempo de suas vidas ao banco”. Ela complementa: “Um plano de saúde adequado e financeiramente viável é o mínimo que essas pessoas merecem”.

Conforme o  Acordo Coletivo de Trabalho assinado em setembro do ano passado, a proposta de criação de um plano de saúde alternativo deveria ter sido apresentada até 1º de março de 2025. “A ideia é ter um plano mais em conta [que o da Banescaixa] e por adesão. Aposentados e aposentadas são o público mais interessado nisso”, explica Espíndula. 

O prazo para apresentação da proposta, no entanto, não foi cumprido pela direção do Banestes. Até houve uma reunião na Banescaixa em maio deste ano, mas a administração do banco nem sequer mandou representante para o encontro. Apenas o superintendente da Banescaixa, Benedito Pimentel, recebeu o Sindicato.  

“Ele apresentou medidas que estão sendo adotadas pela Banescaixa para diminuir os custos do plano de saúde, como cortes pontuais de despesas e incentivo para que os empregados ativos observem suas necessidades de consulta e exame. Houve também o lançamento de uma clínica de especialidades com o intuito de evitar que o bancário vá direto ao pronto-socorro. Reconhecemos os esforços, porém só isso não basta”, afirmou a dirigente sindical. 

Vanessa Espíndula continuou: “A direção do Banestes precisa dar a sua contrapartida, inclusive financeira, se necessário, pois um banco lucrativo como o nosso tem que valorizar mais os seus empregados. Aguardamos do banco o cumprimento do Acordo Coletivo firmado no ano passado de maneira integral”.