Na última sexta-feira (20), o Sindicato dos Bancários/ES recebeu a minuta da proposta apresentada pelo Banestes, conforme acordado na negociação de quinta-feira (19). No entanto, foram identificadas incoerências na redação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e o que foi negociado na mesa com o presidente do banco, Amarildo Casagrande. Dirigentes do Sindicato chegaram a ir ao Palas Center para tentar solucionar a questão, mas não houve avanço no diálogo com os representantes do jurídico, que insistiram em manter um texto em desacordo ao negociado na mesa. A assembleia e plenária que seriam realizadas nesta segunda-feira (23) foram suspensas até que a questão seja resolvida.
Ainda no final da tarde de sexta-feira (20), o Sindicato enviou ofício ao Banestes solicitando nova reunião com a diretoria do banco para solucionar o problema e retomar as negociações. A reivindicação é que o texto do ACT seja coerente com as propostas negociadas. O Sindicato dos Bancários esclarece que o presidente do Banestes assinou o termo do pré-acordo garantindo a ultratividade do ACT (cuja vigência era até 31 de agosto). Portanto, todos os direitos dos empregados estão garantidos.
Incoerência
As inconsistências estão nas cláusulas referentes ao PCS e à seleção interna. Durante a negociação, que inclusive foi liderada pelo presidente do Banestes, Amarildo Casagrande, o acordado foi que o PCS seria apresentado em janeiro e implantado em seguida. No entanto, na redação do acordo elaborada pelo jurídico do Banestes tem somente a apresentação de uma minuta do PCS, em janeiro, sem data para implantação.
Sobre a seleções internas, foi negociado que seriam retomadas, o prazo de cadastro de reserva daquelas que já estão nesse estágio seria prorrogado, novas convocações seriam feitas e novas seleções seriam realizadas para atender a demanda e acabar as situações de interinidade. No entanto, no texto do acordo há somente a garantia da extensão do prazo de cadastro de reserva. Ou seja, não confirmaram a data de implantação do PCS e ainda não garantiram novas seleções.
O Sindicato dos Bancários tem o máximo interesse em resolver todas essas questões, mas exige respeito, transparência e ética em relação ao que foi negociado diretamente com o presidente do banco. Não vamos aceitar nenhum direito a menos!

