O Banestes anunciou nesta terça-feira o resultado do 1º semestre de 2024: R$ 168 milhões. O lucro do 2º trimestre (2T24), de R$ 100 milhões, superou em 47% o resultado do trimestre imediatamente anterior (1T24): R$ 68 milhões. Em relação ao mesmo período do ano passado (2T23), houve uma queda de 13%. No comparativo entre os dois semestres, o lucro dos seis primeiros meses deste ano foi 9,1% menor.
Na avaliação da dirigente do Sindicato dos Bancários/ES Vanessa Espíndula a variação de 9,1% no comparativo dos dois semestres não compromete a trajetória de lucro ascendente que o banco passou a registrar a partir de 2019. “Se tomarmos como base o lucro de 2019, de R$ 112 milhões, o resultado deste semestre é 50% maior. Praticamente, o banco precisou de um trimestre para lucrar o equivalente a um ano inteiro”, comparou.
A dirigente lembra que o comparativo com o ano de 2023 é sempre um ponto fora da curva. “Precisamos recordar que o resultado do primeiro semestre do ano passado foi recorde de lucro histórico do banco”. Em 2023 o Banestes atingiu o lucro anual recorde de R$ 371 milhões. No geral, prosseguiu Vanessa, o resultado do Banestes é bastante positivo e permite que o banco valorize mais seus empregados. “Estamos em meio às negociações da campanha salarial e temos a certeza que o banco esbanja saúde financeira para atender às cláusulas econômicas da nossa minuta”.
Na mesa, a comissão de negociações do Sindicato, que é coordenada por Vanessa, reivindica, entre outras demandas, reposição da inflação mais aumento real de 10% sobre os salários, vale alimentação/refeição e todas as outras verbas remuneratórias. “São quatro anos de lucro ascendente e estamos entrando no quinto. Os resultados estão mais que consolidados e o banco tem toda a condição de olhar um pouco mais para os banestianos que, efetivamente, são os responsáveis por esse círculo virtuoso de lucro”, afirmou a dirigente.
REV comprometida
Apesar do resultado vigoroso do semestre, Vanessa ponderou que é pouco provável que o banco atinja a meta de lucro anual de R$ 430 milhões. Segundo ela, esse é o número que circula nos bastidores do banco. A dirigente mostrou preocupação com o fato de a Remuneração Estratégica Variável (REV) estar vinculada a essa meta estabelecida pelo banco. A REV seria calculada a partir desse patamar. Para receber uma REV “gorda”, apontou Vanessa, o banco precisaria fechar o segundo semestre com R$ 262 milhões. “Como deixamos claro na mesa de negociação, a REV acaba deixando o empregado vulnerável ao resultado do banco. Ficamos nessa incerteza sem saber quanto iremos receber de REV. Acabamos ficando reféns do lucro e tampouco sabemos ao certo como o banco define essa meta de lucro”, apontou.
A dirigente destacou ainda que nas rodadas de negociações a comissão do Sindicato reforçou a importância dos banestianos terem um plano de cargos e salários. Ela lembrou que a REV é uma remuneração variável que não tem reflexo sobre o salário do bancário e tampouco traz benefício ao trabalhador que se aposenta. “A REV não resolve por si só a defasagem salarial dos banestianos, por isso insistimos na criação de um plano de cargos e salários digno, construído em conjunto com o Sindicato e empregados”, finalizou.
Resultado do Banestes


