Diretores do Sindibancários/ES se reuniram na última sexta-feira, 23, com a direção do Banestes na mesa de negociação permanente sobre teletrabalho, conforme ficou acordado na Campanha Salarial. O banco, no entanto, trouxe a proposta de implantação do ponto por exceção como principal ponto da reunião, insistindo em um modelo de registro da jornada já rejeitado na mesa pelo Sindicato durante a Campanha Salarial.
A proposta do ponto por exceção consiste em liberar o bancário de registrar o ponto no sistema. No entanto, essa é uma pseudo liberdade para os empregados que coloca em risco direitos importantes, como o recebimento de horas.
“Nossa reunião tinha como foco principal discutir a regulamentação do teletrabalho, uma reivindicação que não foi atendida durante nossa campanha. Mas o banco veio novamente com a proposta de implantar amplamente o ponto por exceção. Ressaltamos que esse modelo de registro de ponto deixa os bancários vulneráveis, uma vez que não há garantia de respeito à jornada de seis horas de trabalho e do pagamento de horas extras. Recebemos denúncias de que, atualmente, há bancários que, por pressão para cumprimento de metas e sobrecarga de trabalho, batem o ponto mas continuam trabalhando. Imagine se esse modelo for adotado!”, ressaltou o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.
O registro de ponto para controle da jornada é, inclusive, uma das reivindicações dos bancários e bancárias na pauta sobre a regulamentação do teletrabalho. “Nosso foco neste momento é discutir o teletrabalho, para que os bancários e bancárias que estão nesse modelo de trabalho fiquem plenamente protegidos. Diante da insistência do banco em discutir o ponto por exceção, continua no ar o questionamento: quais são os interesses do banco em não registrar o ponto?”, questiona Freire.
Ao final da reunião, os representantes dos Banestes se comprometeram em retomar a discussão sobre a regulamentação do teletrabalho e apresentar uma proposta até novembro que inclua ponto por exceção.









