Em reunião realizada com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) na última quarta-feira,11, o Banco do Brasil apresentou uma proposta rebaixada e vergonhosa para regulamentação do teletrabalho. A CEBB reivindicou o pagamento de uma ajuda de custo e o fornecimento de equipamentos para os bancários e bancárias que estão em home office. O banco aceitou atender as demandas apresentadas, mas quer iniciar o pagamento da ajuda de custo e disponibilizar computadores e mobiliários somente a partir de julho de 2021.
A diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone, faz duras críticas à proposta e frisa que os bancários não podem aceitar esse acordo rebaixado. “É absurdo o BB não iniciar imediatamente o pagamento de uma ajuda de custo. Inclusive o valor deve ser retroativo a todos esses meses em que os bancários estão em home office. Essa modalidade de trabalho foi adotada por uma questão de saúde, para proteger a vida de trabalhadores e clientes, e os bancários não podem ser penalizados pelas consequências da pandemia. O BB tem que assumir esse ônus enquanto empregador, principalmente por ser uma empresa pública”, enfatiza.
Ajuda de custo
Na proposta apresentada pelo BB, a ajuda de custo será oferecida somente para quem cumpre mais de 50% de sua jornada em teletrabalho. Cada funcionário nesta situação receberá R$ 80,00/mês. A negociação resultará em um novo acordo que será válido para além do período da pandemia, por isso é necessário ter cautela e muita atenção para garantir a proteção devida aos bancários que atuam, ou que vão passar a atuar nessa modalidade. De acordo com o banco, os empregados que estão em home office devido à pandemia não serão necessariamente designados para o teletrabalho pós-pandemia. O banco fará a seleção de acordo com a área e sua necessidade.
Equipamentos
Sobre a solicitação de equipamentos apresentada pelos representantes dos empregados, o BB aceitou fornecer computadores, cadeiras e outros instrumentos de trabalho necessários. No entanto, o banco alegou que a entrega só poderá ser feita a partir do segundo semestre de 2021, pois é necessário realizar um processo de licitação. Essa resposta também é inaceitável, como destaca Goretti.
“Uma licitação para compra de equipamentos vai durar oito meses? É absurdo. Estamos enfrentando uma situação emergencial e o BB tem mecanismos que tornam possível a aquisição desses equipamentos de forma mais rápida e dentro da legalidade. Mesmo porque, quando é do interesse do banco, para cumprimento de metas, vemos agilidade em todos os processos. Desde março, os bancários em home office utilizam equipamentos próprios para executarem o trabalho, bater metas e garantir o bom desempenho e lucratividade do banco. Não podemos aceitar esse acordo”.
Outras reivindicações
Outra reivindicação apresentada ao banco é para que não haja cobrança pelo cumprimento de metas para os funcionários que estão em teletrabalho. Cursos para gestores sobre teletrabalho e relações com os empregados; regulamentação e acompanhamento da jornada; e direito de desconexão são outros pontos que estão em negociação. A negociação com o BB dessa pauta de reivindicações continua na próxima semana.
Com informações da Contraf









