A direção do Banco do Brasil excluiu do novo manual de segurança contra a covid-19 a orientação para fechar, dispensar os funcionários e promover a higienização das unidades onde forem confirmados casos da doença.
A empresa já vinha descumprindo as medidas previstas no manual anterior, produzido com base nas reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores e acordado junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) no âmbito federal.
“Eu considero [a medida] totalmente imprudente. Só demonstra, mais uma vez, o desrespeito do BB com a saúde dos bancários e demais trabalhadores das agências”, afirmou a diretora do Sindicato e funcionária do BB Claudia Patricia Ribeiro. Ela enfatiza que a situação é preocupante, principalmente neste momento em que está havendo no Espírito Santo um aumento de casos de gripe e covid-19.
Para a diretora Maria da Glória Dias de Souza, o banco não está preocupado com seus funcionários, apenas com as metas. “É a precarização do trabalho, os funcionários sentem-se inseguros, ainda mais agora com o aumento dos casos de influenza junto com a covid-19. Vamos ter que colocar o banco na mesa de novo para conversar. Esse protocolo vai contra a ciência”, afirmou ela.
Segundo divulgado pela Contraf citando o Sindicato dos Bancários de São Paulo, naquele estado já foi registrado aumento expressivo de casos de covid-19 em prédios do BB. “Em um dos locais, trabalhadores de três dos sete andares de um prédio tiveram que ser afastados, ou por suspeita, ou por já confirmada a contaminação pelo novo coronavírus”, informou a Confederação em seu site.
A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e sindicatos estão acionando o Ministério Público do Trabalho contra a decisão unilateral do Banco do Brasil de mudar o protocolo de segurança.

